O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), contestou nesta terça-feira (26) as críticas feitas pela oposição sobre as autorizações de operações financeiras apreciadas pelo Legislativo baiano. Em entrevista à Rádio Sociedade, o parlamentar afirmou que há uma tentativa deliberada de distorcer o papel da ALBA nesse tipo de votação.
Segundo Rosemberg, diferentemente do que tem sido propagado por opositores, os deputados não votam empréstimos diretos, mas sim autorizações gerais que permitem ao Estado realizar operações específicas, voltadas principalmente para áreas essenciais, como infraestrutura, saúde e educação.
Há, inclusive, um grande hiato entre o que é autorizado e o que é efetivamente contratado. “Eu posso assegurar que, de todas essas autorizações, apenas um terço foi efetivamente contratado”, afirmou o petista. Ele destacou ainda que a Bahia mantém um dos cenários fiscais mais equilibrados do país. “O nível de endividamento do Estado é de apenas 0,3%, muito abaixo de unidades como Rio de Janeiro, que chega a 1,9%”.
O deputado também comentou as críticas recentes feitas pelo líder da minoria, Tiago Correia (PSDB), sobre a operação mais recente apreciada pela Casa. Rosemberg explicou que não se trata de um empréstimo tradicional. “É uma caução para suportar uma PPP. Não entra dinheiro no caixa do governo para obra nenhuma”, esclareceu.
Para ele, a narrativa de que o governo baiano acumula mais de R$ 20 bilhões em financiamentos é completamente equivocada. “Não existe esse volume. É uma leitura completamente distorcida”, reforçou.
Rosemberg sustentou ainda que a Bahia possui ampla capacidade de endividamento e que mesmo eventuais ampliações não comprometeriam a saúde fiscal do Estado. “Não fica endividado. É muito pequeno o nível de endividamento da Bahia”, concluiu.



