O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), falou nesta quarta-feira (26) sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inicie o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A ordem foi firmada na última terça-feira (25).
A declaração foi dada durante o lançamento da Operação Verão da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), realizado no Jardim de Alah, em Salvador.
Jerônimo classificou o episódio como um tema essencialmente jurídico, reforçando que decisões da Justiça devem ser respeitadas por todos, inclusive por agentes políticos.
“É um tema jurídico. Um governador, um deputado pode até fazer uma crítica, fazer um questionamento, mas é uma decisão tomada. E nenhum de nós, nenhum que está na política pode se sobrepor à lei e pode se sobrepor à justiça”, afirmou.
O governador também declarou que acredita no devido processo legal e destacou que eventuais insatisfações devem ser conduzidas por meio do direito de defesa.
“Alguém pode achar que tenha sido injustiçado aqui ou ali, mas há o direito de defesa, os advogados estão fazendo isso e as pessoas pagam aqui. Ninguém vai ficar impune, em algum momento a conta vem”, disse.
Jerônimo voltou a criticar práticas do governo Bolsonaro, classificando-as como nocivas à democracia. Para ele, a tentativa de criar um ambiente de instabilidade institucional precisa ser responsabilizada.
“Quem mexe com recursos públicos indevido, quem tem práticas como foi feita pelo governo passado, dirigido pelo ex-presidente, criar um ambiente de insegurança à democracia, tem que pagar aqui”, declarou.
O governador também afirmou que as ameaças feitas a autoridades no período — como ao então presidente da República, ao vice-presidente e a ministros do STF — representam um episódio de extrema gravidade.
“Todo esse movimento que foi feito de ameaçar com morte a um presidente da República, a um vice-presidente da República, a um ministro do Supremo, é muito grave isso. Nós não podemos, nós temos uma democracia muito jovem, mas muito firme”, ressaltou.
Ele concluiu dizendo esperar que a Justiça aja “de forma muito justa”, e que os apoiadores de atos antidemocráticos reflitam sobre seus posicionamentos
“Eu acredito na justiça, assim como acredito no legislativo. […] Tá pagando o que se deve. […] As pessoas que seguem um presidente, um deputado, alguém que revela uma perversidade com a democracia brasileira, precisa rever seus atos”, finalizou.



