O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), respondeu nesta quarta-feira (26) às críticas feitas pelo vereador de Salvador, Kiki Bispo (União Brasil), sobre os empréstimos firmados pelo governo baiano. A declaração foi dada durante o lançamento da Operação Verão, no Jardim de Alah, na capital baiana.
Jerônimo iniciou questionando a postura do vereador ao comparar os empréstimos do Estado com os realizados pela Prefeitura de Salvador.
“O vereador aprovou o empréstimo que o prefeito tomou? E quanto foi? Então era bom a gente poder avaliar isso. Ele poder avaliar o quanto que o prefeito… Eu não estou criticando o prefeito aqui, não. Eu estou fazendo a avaliação como sempre faço”, disse o governador.
Ele reforçou que municípios e Estados dependem de parcerias e de recursos federais, além de emendas parlamentares, para manter investimentos e políticas públicas.
“Independente dos meus pedidos, eu sei que o município não consegue sobreviver se não for apoiado nas emendas parlamentares, nos recursos do governo federal e do governo do Estado. Essa é a parceria que tem que ter entre municípios, Estado, União e Parlamento”, declarou.
Jerônimo também criticou a ideia de isolamento político de gestores municipais. Para ele, prefeitos que não dialogam com outras esferas de governo ficam “sem condições de acessar recursos”.
O governador explicou ainda que os empréstimos só são autorizados quando o Estado comprova saúde financeira e passa por diversas etapas de avaliação.
“Só sai do governo do Estado quando a gente tem as condições adequadas financeiras. Se nós estamos tomando empréstimo, é porque a gente quer investir mais”, afirmou.
Ele comparou a situação atual com o período em que Rui Costa governou a Bahia e, segundo ele, enfrentou boicote do governo federal da época.
“O Rui não tomou empréstimo não é porque não precisava, mas porque tínhamos um governo federal perverso, que não recebeu o Rui Costa como governador uma vez sequer. […] Rui ficou seis anos sem poder tomar empréstimo”, declarou.
Jerônimo lembrou ainda que Rui Costa chegou a solicitar dois empréstimos, mas o governo federal teria travado o processo, obrigando o Estado a recorrer à Justiça para que os recursos fossem liberados.
O governador também destacou que, após a aprovação da Assembleia Legislativa, pedidos de empréstimo precisam passar pelo Ministério da Economia, que faz o controle rigoroso das condições financeiras do Estado.
“Se nós não tivéssemos bem na saúde financeira, nem a Assembleia aprovaria, muito menos o governo federal, depois o Senado. Tem um filtro”, reforçou.
Para Jerônimo, o atual governo trabalha para recompor investimentos que, segundo ele, deixaram de ser feitos durante o período em que Rui Costa foi impedido de contratar operações de crédito.
“Então nós estamos em dois anos e meio, três anos de governo, tendo que recompor aquilo que o Rui não pôde ter. Infelizmente, os deputados federais não puderam botar emendas suficientes para ajudar, e naturalmente que o Rui, sem orçamento, ficava muito difícil de fazer as entregas”, completou.



