Jerônimo critica assédio da Oposição relatado por prefeito e diz que relação com gestores não envolve “compra” ao mirar ACM

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) falou com a imprensa nesta quarta-feira (26) sobre a declaração de apoio que recebeu do prefeito de Riachão das Neves, Moab Santana (Repuplicanos). Aos jornalistas, o governador afirmou que o apoio de Moab foi uma iniciativa natural do gestor.

“Olha, o prefeito Moab não votou em mim, não fez campanha para mim, eu tive no município dele. Lá, na palavra dele, ele disse que iria caminhar comigo, você pode perguntar a ele, nenhum momento algum teve alguma conversa com o prefeito Moab sobre negociação de investimentos. As pessoas confundem a forma de tratar. Nós não tratamos o prefeito fazendo troca de moedas entre o benefício e o voto dele para 2026”, declarou.

Segundo o chefe do Palácio de Ondina, ele não teve voto do republicano e não nenhuma conversa prévia, mas que ele é governador de toda a Bahia e que não iria castigar o povo de Riachão das Neves.

“Foi iniciativa dele. Ele veio assinar um convênio comigo para um material escolar, uma creche, algo do tipo, e ele pegou no vídeo que ele fez, ele mesmo registrou que estava tendo assédio, alguém estava tentando pressionar, apertando ele, chantageando ele. Não sabia, depois nem encontrei para entender o movimento, e ele ficou de voltar na próxima semana para entender se eu posso ajudá-lo, mas as coisas que eu me comprometi no município de Moab foram compromissos com a população daquele lugar. Ele não votou em mim, mas o povo não merece nenhum tipo de castigo”, continuou.

O petista também afirmou que há muitos anos acabou a política do coronelismo e, acrescentou que o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador, ACM Neto (União Brasil) e o grupo político dele que ainda tem esta prática e segregação.

“Eu espero que esse tipo de comportamento da política a gente elimine, já foi o tempo do coronelismo, muito embora o ex-prefeito, como é neto do movimento carlista ainda guarda um ranço de chantagem ou de braveza, ele que não gosta de pobre, ele que não gosta de interior. Ninguém nunca viu durante esse período todo o ex-prefeito frequentando ambientes populares. A última foto que eu vi foi a foto do comentário me parece que de Geddel com a foto do time. Geddel até comentou que não tem nenhum de cor negra no mês de novembro. Não sei se ele fez aquilo para fazer uma afronta ao mês de novembro, mas não é aquele jeito mesmo dele”, acrescentou.

Antes de finalizar, o chefe do Executivo baiano falou de suas origens e reiterou que vai continuar trabalhado em prol do povo.

“Nós vamos continuar trabalhando a minha marca, a minha palavra, eu sou filho de um vaqueiro, eu aprendi olhando nos olhos do meu pai que a gente não pode brincar com a verdade, eu não estou brincando de fazer governo. Estou colocando o que há de melhor em mim, do meu grupo, para poder chegar a cada casa de pobre, ao combate à pobreza, à fome, ao analfabetismo, enfrentando temas que são difíceis e duros, mas quando a gente faz de forma conjunta com o time político, a gente consegue ter sucesso e vou continuar assim”, concluiu.

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