Marta Rodrigues propõe o “Dia Municipal do Plantar”

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A vereadora Marta Rodrigues (PT) abriu uma consulta pública para angariar assinaturas a favor da aprovação do Projeto de Lei nº 521/2025, de sua autoria, que cria o “Dia Municipal do Plantar”. A proposta, que nasce do compromisso com uma Salvador mais verde e sustentável, tem como objetivo criar uma data para mobilizar a cidade inteira em torno do verde: escolas, famílias, comunidades e poder público.

De acordo com Marta Rodrigues, a demanda surge em meio à realidade vivida na capital baiana, que se tornou, segundo o IBGE, a 2ª capital menos arborizada do país “e uma das cidades com alto índice de destruição de áreas verdes, venda de terrenos e impactos ao meio ambiente diante da forte especulação imobiliária”.  A petista conclama todos a participarem da consulta pública por meio do link: https://forms.gle/4HbV5ks6K553MPrm6

Segundo ela, a defesa das áreas verdes vai ao encontro de políticas públicas em diversos países que têm como norte a exigência da Emergência Climática. O projeto, acrescenta a vereadora, visa “combater uma gestão soteropolitana que tem retrocedido nas pautas ambientais”.

“Exemplo disso é o PL nº 175/2024, que flexibiliza o uso do solo e redefine zonas protegidas, abrindo brechas para ocupações privadas em áreas ambientalmente sensíveis e permitindo que a pressão imobiliária avance sobre regiões como o Vale Encantado, uma APA. Isso vai totalmente na contramão do que determina a LOUOS, que estabelece normas para o uso e ocupação do solo e proteção de áreas verdes em Salvador”, alerta.

Para justificar o projeto, Marta Rodrigues ressalta ainda que a construção de uma cidade mais verde é coletiva e que o dia municipal visa não apenas ampliar o debate, mas levar a população a colocar a mão na massa. “É hora de transformar consciência em atitude, com mais árvores, sombras, resiliência climática e justiça ambiental”, afirma.

Para Marta Rodrigues, criar políticas públicas que incentivem o plantio de árvores e a preservação ambiental “é tão urgente quanto garantir leis de uso do solo que respeitem o patrimônio natural da cidade”, diz.

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