A inauguração de mais uma unidade do Coletivo Bahia Pela Paz, realizada nesta quarta-feira (19) no bairro da Liberdade, em Salvador, reforçou a proposta do governo estadual de integrar políticas sociais, culturais e de segurança pública em territórios marcados pela vulnerabilidade. Durante o evento, o secretário estadual da Cultura, Bruno Monteiro, ressaltou a importância da iniciativa e o papel da cultura dentro desse modelo de atuação intersetorial.
Segundo o secretário, a presença do Coletivo em comunidades que convivem com altos índices de violência representa um avanço significativo.
“O Coletivo Bahia Pela Paz, no seio das comunidades que são violentadas, registrando índices sempre preocupantes e relacionados à violência, é uma iniciativa de muita vanguarda, porque aqui estão serviços públicos, poderes e instituições acolhendo, fazendo um trabalho de identificação com as pessoas, com a juventude, com as famílias, com famílias de pessoas apenadas, com pessoas que são egressas do sistema prisional, com pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
Monteiro destacou que a proposta vai além da repressão policial, ao integrar políticas públicas de diversas áreas para fortalecer a rede de proteção social.
“Então tudo isso é uma rede de proteção fundamental para garantir o tratamento da segurança pública, não somente com a lógica da polícia, do policiamento que está sendo feito, mas com todas as políticas que compõem esse sistema”, disse.
A cultura, segundo ele, tem papel central nesse processo. O secretário ressaltou que a unidade inaugurada na Liberdade contará com atividades culturais permanentes e apresentações artísticas.
“E a cultura está presente, aqui nós temos um coletivo apoiado, vai se apresentar hoje, inclusive, com formação em dança e música, isso é muito importante”, frisou.
Monteiro também anunciou novas ações voltadas ao fortalecimento cultural das comunidades atendidas pelos coletivos.
“Agora nós vamos lançar também, no âmbito da PNAB, novos editais para termos mais projetos culturais de literatura, de artes, de audiovisual, das demais linguagens, nesses coletivos do Bahia pela Paz, porque nós queremos a cultura cada vez mais inserida nesse contexto da segurança pública e da promoção de direitos na Bahia”, completou.



