O senado Jaques Wagner (PT-BA) criticou nesta sexta-feira (14) o relatório que foi apresentado pelo deputado federal Guilherme Derrite (PL-SP) do Projeto de Lei da Antifacção que exclui a Polícia Federal. Em entrevista à imprensa durante a entrega da Comenda 2 de Julho para o presidente da UPB, Wilson Cardoso (PSB), o petista defendeu uma integração entre todas as forças policiais.

“ Eu tenho a mesma opinião de Otto[Alencar]. Eu, pessoalmente, acho que o que prevê a própria PEC da Segurança e aquela operação que foi feita contra o PCC, que bateu lá na faria Lima[São Paulo], que é o centro financeiro do Brasil, mas que foi desvendado que havia ali também o núcleo financeiro do próprio PCC. Aquilo foi feito com a articulação da Polícia Federal, Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil de vários estados. E é isso que a gente prega”, declarou.

Wagner também aproveitou ocasião para defender uma ampla integração entre os estados para combater o crime organizado, visto que os criminosos se articulam com criminosos de outras localidades e fazem o processo migratório.

“O bandido que rouba em São Paulo vem roubar na Bahia, no Ceará e em qualquer outro estado. Então nós precisamos unificar todo esse banco de informação para que a gente tenha mais eficiência no combate. Eu, sinceramente, como Otto não entendi nada por que alguém que se diz conhecedor da área de segurança pública tira a Polícia Federal. A Polícia Federal é polícia judiciária. Evidentemente que ela não tem contingente. Óbvio que não tem contingente. Ela não é polícia presencial como é a nossa PM. O número da PM é muito maior, por exemplo, do que a Polícia Civil, mas a inteligência na investigação corre por aí e ela já desvendou, já desbaratou muita coisa”, acrescenta.

Para defender sua tese, o parlamentar usou como exemplo operações que foram deflagradas na Bahia para combater o crime organizado e que foram consideradas sucesso.

“Como nós aqui, felizmente, na Bahia, fizemos também duas operações que a gente conseguiu prender gente do comando vermelho e estourar um esquema de postos de gasolina que fraudava gasolina e funcionava também para o crime organizado. Então, eu acho que a poeira baixou um pouco e eles [deputados] tomaram muita pancada na imprensa, da sociedade civil, acho que agora deram uma recuada, deve votar, espero, um texto razoável que virá para o Senado para ser aprimorado ou para ser votado”, finalizou.

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