O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) voltou a falar sobre a ‘rejeição’ que teve de ex-aliados nas eleições de 2018 após sua prisão. Em entrevista à Rádio Antena 1, o cacique do MDB na Bahia afirmou que era visto como um leproso.
“Em 2018, eu já usei essa frase repetida às vezes, mas tem coisas que precisa repetir. Todos se afastaram. Eu era um leproso. Minha casa era o Vale dos Leprosos. Ninguém queria saber nada. Estava enterrado, morto, vamos nos afastar dele, era o que pensavam”, afirmou.
De acordo com o emedebista, ele cumpriu a pena que foi estipulada pela justiça, mas algumas pessoas julgaram como insuficiente.
“Passou o tempo, eu resisto e saio. E aí é sempre bom dizer aos que insistem nisso, cumpri o que a justiça determinou. Aí fica, mas por que dá espaço? Por que fala? Qual é a alternativa que queriam que eu fizesse? Queriam que eu fizesse o que? Prisão perpétua não existe. Pena de morte não existe, queriam que eu fizesse o que? Que eu fosse um fraco deprimido e metesse uma bala na cabeça? Não contem comigo para esse tipo de coisa, estou na vida e na luta”, continuou.
Ainda segundo Geddel, após passar pela fase de turbulências e se fortalecer politicamente, a casa dele virou uma basílica e ele começou a ser procurado por várias lideranças, inclusive ex-aliados em busca de apoio.
“Quando eu volto a circunstância com força, faço apostas políticas certas em 2022. Quando da eleição, eu era o mesmo Geddel já tinha sido preso, já tinha sido isso e tal mas quando passou a ser interessante o nosso apoio, o apoio do MDB minha casa deixou de ser o vale dos leprosos e passou a ser a basílica da Aparecida. Era Romaria. Querendo o apoio do MDB, querendo o meu apoio, ninguém tinha mais vergonha, não tinha encontro escondido. Lá estava ACM Neto, lá estava Bruno Reis, lá esteve Marcelo Nilo, lá esteve Zé Ronaldo, lá esteve meu amigo querido Jaques Wagner, lá esteve liderança do PT, lá teve todo mundo para discutir política e conversar política”, finalizou.



