Jerônimo diz que não existe ‘negacionismo’ com plano de segurança

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O governador Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu nesta quinta-feira (6) a ampla discussão do Plano Municipal de Segurança apresentado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil). Em seu discurso, o chefe do Palácio de Ondina descartou a possibilidade de ‘negacionismo’ com o plano.

“Acompanho a linha do Alden, mas aqui dentro o ambiente é o que vai ser na Câmara[Municipal], quando for enviado. Vai ser dentro dos ambientes de diálogo com a sociedade, que a gente vai poder acenar e apontar o que é que nós achamos relevante, considerar e incluir, se for o caso. Mas tem um material para se apresentar na sociedade. Aqui não tem um negacionismo de uma proposta de segurança pública”, declarou.

O chefe do Executivo baiano aproveitou a ocasião para parabenizar a iniciativa do município e para reiterar que o problema de segurança pública não é localizado.

“Eu quero dizer que esse momento, prefeito, é um momento importante, porque nós estamos vendo que o problema da segurança pública não é localizado, não é de um município, não é de um estado. O que nós vimos na operação do Rio de Janeiro revela a quantidade de criminosos que estavam lá de outros estados, a forma como eles se mobilizam. Não dá para a gente ficar imaginando sem entender uma comparação entre o crime praticado em 2025 e o crime praticado vinte anos atrás. A conjuntura era outra. Não existia o que nós estamos chamando hoje de inteligência. As facções também investem e muito em inteligência. Eles investem em tecnologia e montam uma indústria de armas”, continuou.

Ainda de acordo com o petista, os últimos acontecimentos mostram como o crime organizado está cada vez mais fortalecido e destacou a importância da participação de todos os entes federativos para combater a criminalidade.

“Nós vimos no último final de semana, uma indústria de armas que a gente fica às vezes imaginando que só vem de fora, como vem algumas peças para serem montadas. Isso é um desafio que é de todos. Não pensem que é apenas o prefeito ou o secretário municipal ou o secretário do Estado. Tem que ser sim uma responsabilidade de todos nós, sabendo qual é o papel do Estado. O Estado enquanto Governo Federal, o Estado e os municípios. Os municípios sim”, complementou.

E para defender a importância dos municípios como agentes também da segurança pública, Jerônimo deu exemplo do que já acontece na capital baiana em algumas operações que são deflagradas pela Secretaria de Segurança Pública.

“E aqui está a prova disso de ter responsabilidade. Maior ou menor grau, com maior ou menor população, quando o município coloca câmaras, quando o município trabalha o tema de quebra-molas, iluminação, instalação de equipamentos dentro dos bairros das comunidades. Quantas vezes eu ouvi e vi o meu secretário Marcelo [Werner] com o comando da polícia se articulando com a secretaria municipal da prefeitura para tirar as barricadas do crime organizado e a retirada sim”, acrescentou.

Antes de finalizar seu discurso, o governador reforçou a importância de cada instância e destacou a necessidade de estabelecer metas.

“Então, se a gente sabe qual é o papel, qual é a função de cada um, como está desenhado no plano, o que eu acabei não vendo e eu sei também que acaba não pudendo fazer isso, mas nós temos que botar, é algum tipo de meta. Qual é a meta nossa conjunta para a gente poder reduzir alguns indicadores do crime em Salvador?”, indagou.

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