A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, destacou, em entrevista neste domingo (2), a importância de discutir a justiça climática a partir de uma perspectiva voltada à adaptação e à infraestrutura básica para pessoas que vivem em áreas mais vulneráveis.
A fala ocorreu durante o Simpósio Internacional Justiça Climática e Adaptação, realizado em Salvador. O evento, um dos inúmeros da Pré-COP que ocorrem em todo país, é organizado pela Coletivo Nacional de Organização Negra (Conegro).
Em entrevista à imprensa, Isabela também ressaltou o papel histórico da ACB como espaço de diálogo e construção de ideias que moldam a sociedade baiana.
“Esse evento é uma oportunidade para a Associação Comercial da Bahia reforçar sua tradição de articular e ser um palco para debates importantes. Desde o início, temos buscado sinergia com parceiros como Cristiano Santos, presidente da Conegro, para discutir a verdadeira dimensão da justiça climática”, afirmou.
Segundo a dirigente, o debate sobre sustentabilidade muitas vezes se concentra em temas como a substituição da frota por veículos elétricos, mas negligencia a raiz do problema — a falta de adaptação e infraestrutura básica nas áreas vulnerabilizadas: “O verdadeiro problema brasileiro é a vulnerabilidade das áreas urbanas. Precisamos ordenar melhor o território, garantir saneamento básico e promover a dignidade humana”.
Ela também reforçou o papel do empresariado na construção de soluções sustentáveis e inclusivas.
“O empresário é parte significativa dessa equação, pois contribui para a distribuição de renda e a geração de empregos. A sustentabilidade passa também por esse engajamento do setor produtivo”, destacou Isabela Suarez.
Isabela finalizou expressando orgulho pela atuação da ACB, que, segundo ela, mantém-se firme na defesa de um modelo de desenvolvimento sustentável, inclusivo e socialmente responsável: “A Associação Comercial da Bahia segue no caminho do diálogo aberto e da escuta das reais necessidades da sociedade”.



