Na ALBA, Secretário da Fazenda destaca queda no endividamento da Bahia ao justificar empréstimo: “tendência de decréscimo do endividamento, acentuada nos últimos anos”

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O secretário de Fazenda da Bahia, Manoel Vitório, rebateu, nesta terça-feira (19), às críticas da oposição ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), que questiona o impacto do volume de operações de crédito na capacidade de pagamento do Estado nos próximos anos. 

À imprensa, após encontro na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para apresentar um balanço das contas públicas do Estado e esclarecer pontos sobre o último pedido de empréstimo — no valor de R$ 4,5 bilhões —, feito pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), o secretário negou risco de descontrole fiscal e afirmou que o cenário é de redução do endividamento.

“Essa informação não encontra amparo na realidade. O que nós temos é uma tendência de decréscimo do endividamento, até acentuada nos últimos anos. Não é uma ladeira subindo, é uma ladeira descendo. Mesmo com as novas operações, essa tendência não muda”, avaliou o político.

Vitório destacou que a Bahia mantém nota “A” de capacidade de pagamento, segundo critérios do Tesouro Nacional, e também é classificada com nota máxima em transparência fiscal, o que, segundo ele, garante credibilidade e auditabilidade dos dados.

O secretário lembrou que, em gestões anteriores, o Estado enfrentou dificuldades para aprovar operações de crédito devido a entraves federais. “Houve momentos em que não adiantava apresentar operação de crédito porque ela não andava no circuito federal. Chegamos até a contratar uma operação, mas ela não foi concluída”, explicou.

De acordo com Vitório, o empréstimo no valor de R$ 4,5 bilhões tem como objetivo trocar dívidas mais caras por outras mais baratas, além de ampliar a capacidade de investimentos do governo em infraestrutura, saúde e educação.

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