Rui Costa ou Angelo Coronel? Adolfo Menezes avalia com quem deve ficar a cadeira do Senador e faz prognóstico sobre aliança PT-PSD na Bahia

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), descartou um possível rompimento de seu partido com o PT, caso o imbróglio da disputa ao Senado Federal não tenha um desfecho favorável para um dos dois partidos.

O PSD apresentou para disputa o nome do senador Angelo Coronel.

Em entrevista concedida à imprensa nesta terça-feira (12), Adolfo disse que a decisão final sobre a corrida eleitoral do ano que vem será decidida pelo líder do partido, o senador Otto Alencar.

“Olha, claro que quem pode falar isso é o líder maior que é o senador Otto Alencar, mas esse grupo está aí indo para 20 anos à frente do executivo da Bahia, justamente pela convergência de ideias dos líderes maiores que o senador Wagner, o ministro Rui Costa o presidente do nosso partido, senador Otto Alencar, os cardeais vamos dizer assim”, pontua o ex-presidente da ALBA.

‘Então, claro, que você nunca vai ter tudo atendido. É natural que na formação de chapas sempre teve desgaste, nós vimos nas últimas aí há dois anos e meio com o rompimento de João Leão; então sempre existe, mas eu acredito é no diálogo, é claro que para quatro vagas não vai caber cincoo, alguém vai ter que ficar fora mas eu acredito na hora certa vai saber construir para o grupo continuar governando a Bahia”, ressaltou o parlamentar do PSD.

Questionado se a vaga deve ficar com o ministro Rui Costa ou com o senador Angelo Coronel, Adolfo Menezes declarou: “todos os dois são meus amigos, cada um tem uma particularidade é claro que Rui foi o maior governador da história da Bahia, ninguém pode desconhecer. Tem todo o direito de pleitear. Não é uma questão do emprego, pelo conhecimento que ele tem, pela capacidade que ele tem, pelo cargo que ele ocupa hoje, estratégico de braço direito do presidente da República, o Rui Costa arranjaria emprego em qualquer multinacional dessa, qualquer empresa grande, uma JBS, essas empresas, Vale, para ganhar um grande salário. Mas Rui é um político, não é questão de emprego, é questão de estar na política. Então, todos os dois são merecedores; claro, hora certa a gente saberá como é que vai ficar. Está distante ainda, até lá vai ter muita conversa”.

Futuro de Adolfo na política

Questionado sobre quais caminhos pretende trilhar na política nos próximos anos, Adolfo descartou uma disputa a deputado federal, em 2026, mas não descartou ocupar uma vaga em um Tribunal de Contas.

“Olha, política, o que vai acontecer amanhã não dá para saber, quanto mais o que vai acontecer daqui a um ano e meio. Então, muita conversa, uma coisa é certa, Brasília, não existe possibilidade. Nas últimas eleições eu tive voto suficiente para me eleger deputado federal em qualquer partido, mas nunca tive, é uma questão pessoal, nunca tive o plano de ir para Brasília”, reforçou Menezes.

“Então, devo ficar com o deputado estadual, existe conversa, pode acontecer um TCM, que será a última vaga do hoje presidente Francisco Neto. Mas é o que eu digo, a política, as coisas mudam muito, tem muita coisa para acontecer. O Brasil está aí, o mundo está aí em abolição, Brasília principalmente, e vamos aguardar para ver o que acontece”, concluiu o político.

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