Bruno Reis reage após Jerônimo criticar Oposição: “governador precisa parar de ficar perambulando pela Bahia, muitas vezes para não fazer nada, e sentar na cadeira”

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No evento de lançamento do Salvador Criativa, nesta terça-feira (12), o prefeito Bruno Reis (UB) subiu o tom nas críticas dura ao governo estadual e disse que a Bahia enfrenta “uma crise de segurança pública sem precedentes”.

“A Oposição é apenas a voz da população. Tenho certeza que se a população pudesse ter a oportunidade de estar aqui em meu lugar, iria dizer com muito mais veemência, iria fazer críticas muito mais contundentes, e na verdade, são constatações”, avaliou Reis.

“Então, o governador, eu digo sempre, quando a gente quer resolver um problema, ele tem que admitir que ele existe. Não adianta o serviço de Ciência, a existência; (…) Então, o que está ocorrendo em Salvador, é muito triste. A gente sabe o quanto, com toda sinceridade, deixa entristecido”, destacou o político.

Com tom de franqueza, o prefeito listou ocorrências registradas nos últimos dias: tiroteio nas imediações do antigo Centro de Convenções, impedimento a equipes de imprensa em bairros da capital, disparos próximos à Piscina Olímpica e troca de tiros no bairro do Horto durante a madrugada.

“A gente faz um esforço para trazer uma competição internacional para Salvador. E essa competição é paralisada quando está em cobertura, isso é muito ruim para a nossa cidade. A gente luta muito, é grande o esforço que nós estamos fazendo. O que aconteceu em Salvador domingo, troca de tiros, guerra, ontem, profissionais da imprensa sendo impedidos de gravar nos bairros. Tiroteio em plena à luz do dia, nos arredores da piscina Olímpica de Salvador. Essa madrugada, a partir de 11h30 da noite, a população do Horto Florestal não conseguiu dormir pela troca de tiros”, denunciou o gestor de Salvador.

“Infelizmente, a crise instalada, a gente vê um governo sem capacidade de reação, perdeu o controle para o crime e para a marginalidade. As decisões equivocadas ao longo dos anos se agravaram ainda mais. Então, continua à disposição do governador, quando ele entender como é diferente sentar e dialogar para ver que de forma mais a prefeitura pode ajudar, pode contribuir-se refletir também para a questão da violência”, declarou o prefeito de Salvador.

“Mas efetivamente o governador precisa parar e ficar viajando, perambulando pela Bahia, muitas vezes para não fazer nada. e sentar na cadeira e governar, tomar as decisões, assumir a liderança desse processo para evitar que a situação saia desse portal descontrole que nós estamos vendo”, arrematou o político.

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