Durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, o senador Ângelo Coronel, nesta segunda-feira (11), utilizou uma metáfora inusitada para comentar a possibilidade de retaliação política. Segundo ele, eventuais divergências entre seu grupo e aliados devem ser tratadas com cautela e respeito mútuo.
“Vamos para frente e ver como é que vai acontecer, porque é que vai acontecer. Se a gente for retaliado, isso é a mesma coisa que um namoro: você termina um namoro, um fica com raiva. A verdade é essa“, disse Coronel.
O senador afirmou manter bom relacionamento com importantes lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT), como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o senador Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues, além de outros membros da legenda.
“Eu me dou muito bem com o Jaques Wagner, me dou muito bem com o Rui Costa, me dou muito bem com o Jerônimo, me dou muito bem com vários membros do Partido dos Trabalhadores, que são nossos amigos. A gente quer continuar com essa amizade. Agora, depende também do outro lado. Não existe amizade só unilateral, tem que ser bilateral“, destacou.
ACM Neto
Ao tratar sobre sua relação com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e a possibilidade de comporem uma chapa juntos, o senador destacou a relação de amizade e criticou o que chega de patrulhamento por parte de aliados.
“Já fizemos campanha juntos em duas oportunidades. Ele é meu amigo particular, de frequentar minha casa, de tomar um uísque lá”, disse Coronel, em tom descontraído.
“O PT sabe quem eu sou. Sabe que não sou aquela pessoa que pode ser patrulhada. Não aceito que ninguém patrulhe minhas amizades, em hipótese alguma. Não é porque estamos em partidos opostos que precisamos nos tratar como adversários pessoais”, ressaltou Coronel.
Coronel lembrou ainda que ele e Neto foram deputados estaduais e federais em legislaturas próximas, e que o ex-prefeito teve papel fundamental em sua eleição para presidente da Assembleia Legislativa da Bahia: “Existe gratidão e amizade. Isso não se apaga”.



