O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu às declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), que criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de impor prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante evento nesta segunda-feira (4), Bruno Reis afirmou que a medida judicial “alimenta o clima de instabilidade política” e “quem paga essa conta é o povo”. As declarações do prefeito foram interpretadas por Robinson Almeida como uma tentativa de deslegitimar as instituições da República, em especial o Poder Judiciário. Para o parlamentar, a postura do prefeito é um aceno claro à extrema direita e demonstra cumplicidade com práticas antidemocráticas.
“Bruno Reis se comporta como cúmplice do bolsonarismo ao tentar desmoralizar o STF e atacar decisões judiciais com base legal e constitucional. A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro não é fruto de instabilidade política, mas sim consequência de seus próprios atos criminosos contra a democracia brasileira”, afirmou Robinson.
“É inadmissível que um gestor público, que jurou respeitar a Constituição, se preste a relativizar crimes contra o Estado Democrático de Direito. A decisão do ministro Alexandre de Moraes segue o devido processo legal, com base em investigações sérias, respaldadas por provas robustas. Não é o STF que ameaça a democracia, são aqueles que tentam blindar criminosos por conveniência política”, reforçou o deputado.
Robinson também criticou o que chamou de “oportunismo” por parte do prefeito.
“Bruno tenta desviar o foco dos graves problemas de Salvador para agradar o bolsonarismo. Enquanto a capital enfrenta uma crise no transporte, filas na saúde e precarização dos serviços públicos, o prefeito prefere defender quem atentou contra a democracia”.
“Quem subverteu a ordem democrática precisa responder à Justiça. A democracia brasileira não será refém do autoritarismo nem da chantagem política de setores que se beneficiaram do caos. A tentativa de transformar criminosos em mártires é mais um capítulo da narrativa golpista que precisa ser rechaçada por todos que defendem o Estado de Direito”, concluiu Robinson Almeida.
A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi determinada na segunda-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito das investigações da Polícia Federal que apuram tentativa de golpe de Estado e uso da estrutura da Presidência para disseminar desinformação. O ex-presidente já era inelegível, usa tornozeleira eletrônica e agora está proibido de sair de casa, salvo por autorização judicial.



