O debate sobre a autoria política do Metrô de Salvador voltou ao centro das atenções após declarações do ex-prefeito da capital baiana, ACM Neto (União Brasil), e a resposta incisiva do senador Jaques Wagner (PT-BA). O embate evidencia a disputa por protagonismo na concretização de uma das principais obras de mobilidade urbana da Bahia nas últimas décadas.
Durante entrevista à Rádio Metrópole na sexta-feira (1º), Wagner reagiu com ironia às declarações de ACM Neto, que afirmou ter sido o responsável por destravar o projeto do metrô junto ao Governo do Estado. “Quem fez foi nós, cara pálida. Quando eu quis fazer metrô, vocês [da oposição] ficaram me enchendo a paciência pra fazer BRT”, disse o petista, que governava o estado na época da retomada das obras.
O senador também destacou a importância do metrô para a autoestima dos baianos. “Eu disse: ‘aqui é a terceira maior capital do país’. A autoestima do povo da Bahia e de Salvador tem que ser respeitada. É motivo de orgulho pegar o metrô, descer no bambuzal e seguir para o aeroporto num ônibus com ar-condicionado. Quantas capitais têm isso? Quem fez foi nós”, reforçou.
No sábado (2), Wagner retomou o assunto nas redes sociais. “O povo de Salvador reconhece o que o governo do Estado fez e faz pela cidade e um desses feitos é o Metrô. Me orgulho muito de ter botado ele pra andar, mesmo quando o lado de lá insistia para que eu construísse um BRT”, publicou.
O Metrô de Salvador foi oficialmente inaugurado em 2014, no final da segunda gestão de Wagner como governador. A obra, porém, teve início em 1999, com previsão inicial de funcionamento para 2003, mas enfrentou diversos atrasos. Após 14 anos sob responsabilidade da Prefeitura de Salvador, a execução do projeto foi transferida em 2013 para o Governo do Estado, em acordo firmado entre Jaques Wagner e ACM Neto.



