O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou nesta quinta-feira (31) que sua gestão já está mobilizada para enfrentar possíveis impactos negativos no setor da construção civil e criticou adversários que, segundo ele, “ficam lardeando na imprensa criando factoides” ao invés de buscar soluções concretas.
A declaração foi dada durante a entrega do Centro Municipal de Educação Infantil Anival Razoni Figueiredo, no bairro de Dom Avelar. Questionado sobre os efeitos da crise econômica e tributária no setor da construção, um dos mais fortes da capital baiana, Bruno disse que já vem articulando com o setor produtivo.
“Já fiz, meu amor. Me reuni semana passada com a base, me reuni com o Sinduscon, com a Ademi, porque ao invés de estar lardeando na imprensa para criar factoide, eu estou trabalhando”, disparou o prefeito.
Bruno aproveitou para rebater críticas sobre sua recente viagem ao Vaticano, onde esteve com o Papa Francisco.
“Enquanto muitos querem me criticar porque fui a Roma convidar o Papa, pedir para benzer nossa cidade, esquecem que o prefeito está todo dia inaugurando obra. Terça-feira saí da Prefeitura às dez e meia da noite. Ontem, saí mais cedo porque tinha obra para inaugurar.”
Sobre a atuação da Prefeitura diante da situação, ele disse estar analisando alternativas, mas lembrou que os tributos municipais têm efeito limitado na cadeia econômica geral.
“Já tenho avaliado os impactos e estou vendo quais medidas podemos adotar. É óbvio que os tributos municipais não têm grande interferência nos prejuízos causados aos setores. Isso quem deveria fazer é o Estado, adotando medidas concretas de redução de tributos.”
Bruno também comentou o perfil da economia da capital baiana, destacando que, por Salvador não ser uma cidade industrial, os efeitos da estagnação são sentidos de forma diferente.
“Somos uma cidade marcada pelo comércio e pelos serviços. Os prejuízos são menores diretamente nos setores, mas eles ocorrem no conjunto como um todo pela estagnação da economia.”
A fala do prefeito ocorre em meio a discussões nacionais sobre reforma tributária e possíveis impactos fiscais em áreas como construção civil e mercado imobiliário. Bruno tem se posicionado como defensor do ambiente de negócios e da geração de empregos na capital.



