Em discurso no lançamento do Plano Safra Bahia 2025/2026, nesta quarta-feira (23), o senador Jaques Wagner (PT-BA) voltou a defender com firmeza a soberania do Brasil diante do que chamou de “pressões externas motivadas por interesses políticos pessoais”.
Ele criticou indiretamente a articulação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto a setores do governo norte-americano e destacou a importância histórica da Bahia na consolidação da independência do país.
Na sexta, o líder do Governo Lula no Senado Federal embarca para os EUA, com uma comitiva de senadores, para se reunirem com Congressistas Norte Americanos.
“O Senado vai fazer um gesto de diálogo com os Estados Unidos, porque o Brasil é parceiro, mas não é submisso. Nós ficamos independentes em 1823, e foi aqui, na Bahia, no 2 de Julho, que garantimos essa independência. Não tem ninguém lá fora que vai meter a mão no nosso país dizendo o que a gente deve ou não fazer”, afirmou o senador.
Wagner também ironizou a postura de parlamentares bolsonaristas que, segundo ele, buscam apoio internacional para tentar desestabilizar o país e favorecer investigações em curso. “Ninguém aqui corre de debate. Se eles querem briga, que façam no quintal deles. Aqui, a gente defende o Brasil de cabeça erguida. Não vamos aceitar ninguém de fora dando lição ou pressionando para soltar quem está sendo investigado”, declarou.
O senador citou ainda a carta enviada em 16 de maio de 2025 pelo governo brasileiro, por meio do vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, ao governo dos Estados Unidos, propondo uma reaproximação comercial e institucional. O documento, segundo Wagner, demonstra que o Brasil atua com maturidade diplomática, buscando acordos, não confrontos.
“Foi uma carta diplomática, sigilosa, responsável, para tratar de comércio, de indústria, de desenvolvimento. Isso é coisa de governo sério. O que não dá é para um ex-presidente e o filho dele ficarem lá fora tentando envergonhar o Brasil por causa de problemas com a Justiça”, criticou.
Wagner também fez referência ao hino nacional e ao hino da Bahia como símbolos de resistência e identidade do povo brasileiro. “O hino nacional diz: ‘verás que um filho teu não foge à luta’. E o da Bahia diz que não combina com o povo baiano a tirania e a opressão. Somos um povo que defende a liberdade, a democracia e o respeito”, concluiu.