O ministro da Casa Civil, Rui Costa, revelou que o governo Lula, ao receber o comunicado do presidente dos EUA, Donald Trump, via redes sociais, em que anunciou o aumento da taxação de até 50% dos produtos brasileiros, e onde defende o ex-presidente Jair Bolsonaro e critica o STF, teve que checar junto à embaixada dos EUA para confirmar a veracidade do texto.
“Chega a ser inacreditável, quando a gente viu a notícia, os primeiros minutos que a gente viu a notícia, ninguém acreditou. Teve que confirmar com a embaixada se aquilo era verdade ou não. Todo mundo achava que um hacker tinha invadido a conta do presidente da República americana, porque isso nunca aconteceu na história da diplomacia internacional”, pontuou Rui Costa durante entrega de um habitacional do Minha Casa Vida, em Salvador.
“(…) um presidente da República pegar uma carta e enviar para outro através de uma rede social. Nem enviou por e-mail, nem por fax, e a carta até hoje não chegou, nem fisicamente. Ou seja, isso existe muito menos a fazer a chantagem com o país, com a nação”, avaliou o ministro.
Rui defendeu a soberania do Brasil e garantiu que medidas de resposta ao governo dos EUA serão adotadas, com base na doutrina da reciprocidade adotada pelo Brasil.
“Ou seja, a chantagem é ou você liberta alguém que está respondendo um processo criminal, ou nós vamos penalizar a população, penalizar os empresários e penalizar a economia brasileira”, avalia o ministro da Casa Civil.
“É um negócio inacreditável, e portanto mais do que nunca o povo brasileiro vai dizer em alto e bom som que o Brasil é independente de todo e qualquer país, e o Brasil preza por sua soberania. E vamos trabalhar essa semana, vamos ter reunião com o Ministro Alckmin. Nós instituímos um grupo de trabalho com a Casa Civil, a Fazenda, a SRI e o Ministério da Indústria e Comércio. Esse grupo é coordenado pelo Vice-Presidente Alckmin”, pontua Costa.
“Ao longo da semana, nós vamos fazer o decreto de regulamentação da reciprocidade e vamos analisar as medidas e preparar as medidas até o dia 1º de agosto. Se essa tarifa for efetivada, de fato, porque ela já anunciou e mudou de posição algumas vezes em relação a outros países, se for efetivada, nós adotaremos várias medidas para proteger o interesse da economia brasileira, do emprego e da atividade econômica do nosso país”, garantiu o ministro de Lula.



