O ministro Rui Costa, da Casa Civil, criticou o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, pela taxação adotada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, pela taxação de até 50% de produtos brasileiros, anunciado na última semana pelas redes sociais.
Rui aponta que os produtos que sentirão o impacto são os chamados commodities, os quais o governo já estuda planos B para exportação pra outros mercados.
“Os produtos são chamados commodities, São aqueles produtos padrões, a exemplo de petróleo, a exemplo de café, de carne, que facilmente você consegue destinar a outros países. E segundo, nós vamos buscar para que abri outros mercados de outros países para colocar nossos produtos”, pontua a gestora.
“E eventualmente, repito, se essa taxa se mantiver, nós vamos aplicar a reciprocidade com várias medidas. Não serão só apenas taxas, outras medidas serão adotadas. Nós já começamos a discutir e até o final do mês, nós vamos deixar tudo pronto para, caso essa medida seja confirmada, a gente possa agir”, ressaltou Costa.
Sem citar Eduardo Bolsonaro, deputado federal que está nos EUA, Rui Criticou o que classifica como traição, que é a defesa da taxação adotada por Trump.
“O Brasil não ficará de cabeça baixa, não ficará refém. E o que me entristece é ver brasileiros eleitos pelo povo trair o seu povo e defender outra nação, outro governo, em detrimento do nosso país”, critica Costa.
Ao tratar da citação de Jair Bolsonaro no comunicado da taxação, Costa atribuiu ao ex-presidente o que classifica como um enredo de sequestro dos EUA com o Brasil.
“Olha, é algo medíocre, né? Eu vi os vídeos dos filhos deles, parece aqueles vídeos de filmes de sequestradores, né? O cara começa a estipular a condição, diz: ‘ou me paga, ou faz o que eu quero, paga o preço, ou vocês vão sofrer as consequências’; parece vídeo de sequestrador, que impõe as famílias com condições para devolver o seu ente querido”, criticou Rui Costa.
“Então, não dá nem para imaginar isso na história do país, com certeza ficará registrado na história com uma lembrança triste, como ficou o governo dele. A lembrança que o povo tem é um governo que levou a 700 mil mortes de Covid, porque ele pregava outro absurdo, que era não usar máscara, não se vacinar, e agora a gente está vendo coisa até pior, com a postura de sequestrador”, critica o ministro da Casa Civil.



