Brincar que transforma: SMS lança Oficina Terapêutica Multidisciplinar para crianças com autismo no Multicentro Carlos Gomes

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Para dar suporte ao desenvolvimento de crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Multicentro da Carlos Gomes, gerido pelo Instituto de Saúde e Cidadania (ISAC), iniciou a Oficina Terapêutica Multidisciplinar para crianças com TEA. A ação reflete o compromisso da pasta em oferecer espaços acolhedores, inclusivos e estimulantes por meio de atividades terapêuticas lúdicas e integrativas.

A iniciativa acolhe crianças de 5 a 10 anos que recebem atendimento na unidade especializada, e que através da atuação integrada dos profissionais de diferentes áreas da saúde, como fisioterapia, psicologia e fonoaudiologia, tendem a desenvolver habilidades fundamentais para sua vida diária, favorecendo a inclusão social e escolar.

A oficina conta com um espaço estruturado, utilizando o brincar como processo terapêutico. Nos encontros, são realizadas atividades como roda de conversa com músicas e instrumentos, contação de histórias, jogos terapêuticos, atividades de relaxamento e estimulação sensorial, utilizando materiais como massinhas e slimes.

Os encontros acontecem uma vez por mês e para se inscrever, basta já ser paciente do Multicentro da Carlos Gomes. “Cada criança tem seu tempo, suas preferências e jeitos únicos de se expressar. Nosso papel é oferecer um ambiente onde elas se sintam seguras, acolhidas e estimuladas a explorar o mundo ao seu redor com confiança. A proposta da oficina é baseada em práticas e evidências, que favorecem a ampliação das habilidades adaptativas das crianças com TEA, e que nos permite observar ganhos importantes em aspectos como autorregulação, comunicação e interação social”, explica a psicóloga Liegima Cheila, participante do projeto.

O que é o TEA?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na comunicação verbal e não verbal, dificuldades de interação social, comportamentos repetitivos e padrões restritivos de interesse. Além disso, podem estar presentes atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor. É importante destacar que o TEA não é uma doença, mas sim uma forma diferente de funcionamento do cérebro. Cada pessoa com TEA é única, com seus próprios talentos, desafios e formas de se relacionar com o mundo.

Embora o transtorno não tenha cura, o acompanhamento adequado, com estímulos planejados e objetivos terapêuticos claros, pode favorecer o aprendizado, o desenvolvimento de habilidades e a qualidade de vida. Iniciativas como a Oficina Terapêutica são fundamentais para garantir um cuidado mais humanizado, inclusivo e transformador.

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