O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), defendeu nesta segunda-feira (16), em discurso durante o Encontro Empresarial Brasil-Alemanha em Salvador, a criação de um grupo de trabalho bilateral entre os dois países com metas, prazos e objetivos definidos, com o intuito de transformar o bom relacionamento político em resultados econômicos reais.
“Para além dos encontros, repito, necessários e importantes, nos colocamos à disposição para um grupo de trabalho com cronograma e prazos definidos. É hora de mapearmos oportunidades concretas em negócios, cadeias produtivas, investimentos diretos e parcerias empresariais entre Brasil e Alemanha”, afirmou Rui Costa, dirigindo-se diretamente ao presidente da CNI, Ricardo Alban.
Segundo o ministro, o governo do presidente Lula quer atuar como facilitador do setor produtivo. “Nossa visão é que o Estado pode e deve ser facilitador dos negócios. Queremos sair desse encontro com um instrumento prático de cooperação bilateral. Um modo de integração entre as economias que seja democrático, respeitoso e eficiente.”
Rui Costa defendeu ainda que o momento é ideal para dar um salto na relação econômica entre os dois países. “Temos condições de apresentar ao planeta um outro modo de integração, que não seja autoritário ou impositivo, mas sim baseado na confiança e no respeito entre os nossos povos”, concluiu.
Potencial
O ministro apontou que apesar dos avanços, a relação econômica entre os dois países ainda está aquém do seu verdadeiro potencial.
“Fica uma sensação de potencial não realizado, de coisas ainda por fazer”, avaliou Costa.
Rui lembrou de sua experiência como ex-governador da Bahia, quando participou de missões internacionais à Europa ao lado de outros governadores do Nordeste, buscando parcerias econômicas com foco na Alemanha. “Temos muitas sinergias e possibilidades de complementar nossas cadeias produtivas, tanto na indústria quanto na agricultura. Precisamos transformar valores comuns em negócios concretos.”
Com mais de dois anos à frente da Casa Civil, o ministro reiterou que as boas declarações diplomáticas devem agora se traduzir em ações práticas e resultados econômicos. Ele destacou que a cooperação pode gerar ganhos significativos para ambas as nações.
“Não estou negando os dados atuais, que mostram integração econômica relevante, mas acredito que temos capacidade de ir muito além. Temos que aproveitar essas oportunidades para gerar riqueza e desenvolvimento para os dois países”, completou.