O deputado estadual Samuel Júnior (Republicanos) criticou, em entrevista após presidir a sessão desta quarta-feira (28), a invasão ao plenário da Assembleia Legislativa da Bahia, ocorrida na sessão da última terça-feira (27).
O parlamentar destacou que a segurança do local foi reforçada após a invasão.
“Ontem, todos vocês acompanharam aí a invasão do plenário da Assembleia. Lógico que a presidente mandou reforçar a segurança já para hoje e os outros dias. Porque na verdade o que nós vimos no dia de ontem é uma verdadeira violação”, aponta Samuel Júnior.
“Eu tive a oportunidade de conversar com alguns manifestantes e o que eu disse a eles, que de fato a Casa é a Casa do povo e lógico que em nenhum momento você vai proibir do povo entrar na Casa dele, mas o plenário é uma representação do povo e existem regras dentro do plenário”, pontua o político.
“O que eles fizeram no dia de ontem foi essa invasão e eu confesso que fiquei muito indignado e se em algum momento eu pensei em ser presidente, foi exatamente no dia de ontem para que no meu entendimento tomasse uma medida mais severa para que isso não acontecesse”, aponta o deputado primeiro secretário da Mesa.
“Porque os mais velhos sempre diziam: quem faz um sexto, faz um centro, e é uma permissividade que a gente não pode acontecer, porque imagina se todas as categorias qui se sentirem prejudicados ou qui resolverem fazer algum tipo de manifestação, a manifesta deles seja invadir o poder.
Júnior criticou o movimento dos servidores do judiciário para pressionarem os deputados para votarem o PL de Lei que promove o reajuste salarial: “Se eu fosse presidente também aí, eu botaria o pé em cima e o mais tempo que eu pudesse demorar para mostrar que, na chantagem, as coisas não funcionam”.
Júnior descartou que o movimento seja um coincidência, já que ocorreu dias após a invasão do plenário da Câmara de Salvador.
“Não, não é um infeliz coincidência não. É o que eu falei há poucos instantes. É o fato de quem faz um sexto faz um centro. Basta ter tempo. Então, como aconteceu na Câmara de Vereadores, e até agora ninguém foi punido por isso, se de fato tem o envolvimento do deputado Hilton, que é a manifestação que os vereadores fazem, a gente precisa, lógico, ter as provas e verificar direitinho, e também do próprio deputado do pessoal”, sinaliza a deputado estadual do Republicanos.
“Mas é aquela questão, acostumou Então se a Câmara de Vereadores não tomar uma providência E a Assembleia também não tomar uma providência, pode ter certeza que isso vai virar moda”, arrematou Samuel Júnior.



