Jerônimo Rodrigues reage após operação do MP-BA e da PF no Inema para investigar servidores envolvidos em esquema de venda de licenças ambientais que arrecadou R$ 16 mi

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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) aconselheu aos servidores da ativa e inativa do Inema, envolvidos na operação do GAECO do Ministério Público da Bahia, deflagrado na última sexta-feira (19), que investiga crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e de associação criminosa, que procurem um advogado para se defender das acusações. Ele lamentou o fato e pontuou sua confiança de que o mesmo não vá machar a imagem da instituição.

Segundo as investigações do MP-BA, servidores ativos, inativos, empresários e ruralistas estariam envolvidas em esquema de pagamento de propinas, no total de quase R$ 16,5 milhões, cobradas para viabilizar ilegalmente a concessão de licenças ambientais e autorizações de supressão de vegetação, entre os anos de 2019 e 2023, principalmente na região Oeste da Bahia.

“Eu conversei com o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Sodré, ele estava preocupado porque é claro que não deixaremos manchar por uma ação equivocada de um profissional, de dois ou de três… mas espero que isso não manche, não macule a imagem e a responsabilidade dos técnicos, dos profissionais que atuam no INEMA, que eu confio bastante”, reforçou Jerônimo Rodrigues.

“Inclusive o movimento ambientalista que ajuda bastante a gente com as críticas, mas a minha palavra para o secretário foi: ‘quem andou na linha de forma equivocada, que procure seu advogado’; eu não vou defender, não vou querer que a imagem do estado ou da secretaria seja maculada ou seja suja por qualquer profissional, ou até mesmo um cargo de confiança, que de forma equivocada, (acaba recaindo) sendo responsabilidade do Governo do Estado”, explicou o chefe do executivo estadual.

O governador também reconheceu o papel do MP-BA no combate aos diversos meios do crime organizado.

“Eu, inclusive, por ser engenheiro agrônomo. E por ser do movimento, eu entendo muito bem a responsabilidade de uma licença ambiental. Então, o prejuízo que causa a imagem do serviço público e a imagem do meio ambiente. Então, quem andou fora da ética profissional que procure os seus advogados”, reforçou o governador da Bahia.

Eu quero valorizar aqui a cada iniciativa que o Ministério Público, a Defensoria ou TJ, quando faz com a seriedade. Da mesma forma que a gente reage quando a gente não concorda, então é preciso fazer ele tirar limpo e punir aqueles que precisam de punição”, arrematou Jerônimo Rodrigues.

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