Um grupo formado por oito entidades culturais emitiram uma carta ao secretário Bruno Monteiro com apontamentos acerca da condução dos editais do Audiovisual e do fomento da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
No documento, endereçado secretário, os artistas e coletivos salientam que a classe vem se colocando de forma parceira e solidária, estabelecendo diálogo de altíssimo nível com o governo em diversas instâncias e secretarias durante o ano passado, mas que não encontram a mesma disponibilidade, nível técnico e nem condições administrativas na equipe que está comandando a linguagem Audiovisual e o fomento da SECULT.
“Estima-se que dos cerca de nove mil projetos inscritos, cerca de 25% desses são duplicados, pois os proponentes se sentiram inseguros e inscreveram mais de uma vez o mesmo projeto”, diz as entidades no documento.
“Por exemplo, foram 297 projetos de longa-metragem inscritos nas linhas de produção de longa-metragem do edital de LPG 01 – Produção. É impossível imaginar tantos roteiros lidos e avaliados em cerca de vinte dias. O mesmo em outras linhas, com projetos tão complexos. Não há lisura em um processo em que os projetos não podem ser minimamente avaliados. Vale lembrar que a extensão da Lei Paulo Gustavo foi aprovada em 30/11/2023, momento em que a SECULT não havia anunciado qualquer resultado. Seria de extrema sabedoria e aceitável que essa secretaria ganhasse mais tempo em suas análises para que o resultado final fosse respaldado”, alegam as entidades na carta enviada ao secretário de Cultura.
“Senhor Secretário, é importante dizer que a cultura e o audiovisual é estruturante e meio de vida para milhares de pessoas. Não é uma brincadeira, é um ofício, meio de vida. Via de regra, os artistas que lutam com muita dificuldade para sobreviver, apoiam o senhor e querem se sentir respeitados com suas escolhas”, complementa os coletivos culturais.
As entidades alegam também que o resultado preliminar do edital foi publicado com erros gritantes a exemplo de projetos duplicados na lista, projetos que não apareciam ou estavam em linhas distintas, CNPjs trocados, pontuações erradas, pessoas que ganharam em outros estados sendo premiadas na Bahia, dentro outros.
Assinaram o documento a Associação do Setor Audiovisual do Sudoeste Baiano (SASB), Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (APAN), Associação de Produtores e Cineastas da Bahia (APC), Conexão Audiovisual Centro-Oeste, Norte, Nordeste (CONNE) AUTORAIS – Associação de Autores Roteiristas da Bahia, Associação da Games e Animação (GAMA), Associação de Cinemas Independentes de Salvador e o Coletivo de Mulheres do Cinema Baiano.
O OFF News aguarda manifestação da Secult.




