O bloco “Me Deixe à Vontade” desfilou na tarde do último sábado (10), no Circuito Osmar, Campo Grande com cerca de 2 mil pessoas na avenida. Fundada pela Associação Baiana das Pessoas com Deficiência (ABADEF) há 30 anos, a entidade tem o objetivo de garantir o acesso livre e seguro para todas as pessoas com deficiência no Carnaval de Salvador. Sob o comando do cantor e compositor Edu Casanova, crianças, adolescentes, adultos e idosos aproveitaram a tarde de folia.
“Aqui é o grito de quem quer respeito e quem quer mais ação para um público muito especial, nas escolas, no trabalho, na saúde, no transporte. E eu estou aqui respeitando e me comprometendo por mais política pública para as pessoas especiais”, destacou o governador que desfilou ao lado da primeira-dama Tatiana Veloso, dos secretários de Justiça e Direiros Humanos, Felipe Freitas, de Cultura, Bruno Monteiro, e de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso.
“Estamos aqui lembrando que Carnaval é para todo mundo, para as pessoas com deficiência. Todos têm direito de vir para a rua. E nós queremos estar juntos com elas, celebrando a liberdade e a alegria do nosso povo”, afirmou o secretário de Direitos Humanos, Felipe Freitas.
Este ano, o bloco teve patrocínio da Secretaria de Turismo (Setur), por meio da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Sufotur), e da Bahiagás. Idealizado pela defensora dos direitos das pessoas com deficiência e fundadora da ABADEF, Maria Luiza Câmara, falecida em 2020, o Me Deixe à Vontade proporciona alegria e leva mensagem de respeito e inclusão às ruas durante o Carnaval de Salvador.
Ilê Aiyê
A tradicional e disputada saída do Bloco Ilê Aiyê, no bairro do Curuzu, em Salvador, teve um elemento especial neste sábado (10): a comemoração dos 50 anos do Mais Belo dos Belos em 2024.
Na madrugada, o desfile que mistura Carnaval com rituais do candomblé e a celebração do marco, contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e outras autoridades. Este ano, o Governo do Estado investiu R$ 1 milhão para a apoiar a entidade através do Programa Ouro Negro, que foi ampliado para atender a uma maior quantidade de grupos de matrizes africanas na capital e no interior baiano.
“50 anos de bloco afro na Bahia hoje, e estamos homenageando isso esse ano. E eu me comprometi a fazer uma agenda posterior ao Carnaval, para dar ainda mais atenção, apesar de que o Ouro Negro fez isso com propriedade. Se temos alegria, força e boa energia, é por conta dos próprios blocos afro, mas também pela parceria do Governo do Estado, em fortalecer os recursos, investindo na cultura do estado da Bahia”, afirmou o governador.
Com mais de 3 mil associados para o Carnaval 2024, o bloco celebrou o cinquentenário com o tema “Com o axé de Mãe Hilda Jitolu, a invenção do Bloco Afro. Ah, se não fosse o Ilê Aiyê”. “Aqui tem uma representatividade toda especial. A saída do Ilê tem energia mágica, um simbolismo que marca a nossa história, da nossa cultura, do nosso povo e da nossa gente”, destacou o vice-governador e coordenador do Carnaval, Geraldo Júnior, que também prestigiou a saída.
Além da comunidade do Curuzu, baianos e turistas, personalidades também participaram do momento, com destaque para o cantor e compositor Caetano Veloso. “A saída do Ilê Ayê é um dos retratos do Carnaval da Bahia, que é um verdadeiro caldeirão cultural. Nós assistimos aqui uma cerimônia religiosa, antes de um grupo de filhos de santo, negros, descendentes de escravos, desfilarem pelas avenidas dessa cidade. É isso que atrai visitantes para a Bahia. Essa efervecência cultural que só tem na Bahia”, disse o secretário de turismo, Maurício Bacellar.
Após a emblemática saída do Curuzu, o Bloco Ilê Aiyê segue para o desfile no Campo Grande.



