O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, classificou como inaceitável a tentativa de retomada de fazenda no sul da Bahia, que terminou com uma líder indígena morta e com outra liderança baleada. Indígenas alegam que a fazenda foi criada após a grilagem de parte do terreno de uma reserva. Fazendeiros negam.
O movimento de retomada da residência rural foi organizado em um grupo de Whatsapp do movimento “Invasão Zero”, que reúne fazendeiros do estado contra ocupação de terra, e reuniu mais de 25 pessoas, entre fazendeiros e simpatizantes.
O secretário destacou que uma companhia independente foi criada após o episódio.
“O evento que aconteceu é inadmissível. Nós não podemos compactuar com violência, de qualquer que seja, de qualquer lado que seja. A gente tem sempre que respeitar a lei. A gente não pode permitir que eventos como aconteceram nesse final de semana se perpetuem”, destacou Marcelo Werner durante ato de lançamento do esquema de segurança do Carnaval da Bahia.
“Desde o ano passado, assim que chegou na Secretaria, nós instituímos um plano de mediação para o enfrentamento à violência de qualquer tipo de natureza, em conflito agrário e urbano. Parte desse plano foi materializada de ontem com a criação da CIMCAU, (Companhia Independente de Mediação em Conflitos Agrários e Urbanos ) da Polícia Militar. É a primeira companhia dessa natureza instituída na Polícia Militar de todo o Brasil. O intuito é preparar o policial para esse tipo de contenda. Para poder fazer a tratativa da mediação. Nós tivemos no ano passado a instituição de uma força integrada de combate à violência e que atua no extremo sul desde então”, apontou o chefe da SSP-BA.
“Temos hoje mais de 20 policiais da Choque, 10 policiais do BOPE, além das forças de segurança que estão lá. Tivemos o encaminhamento da coordenação de conflito fundiário da Polícia Civil, que está conduzindo as investigações também naquela área”, arrematou Werner destacando o empenho da polícia para evitar novos casos de violência.



