“O secretário da Fazenda da Bahia, Manoel Vitório, lembrou, em entrevista à rádio Metrópole nesta quinta-feira (4), um episódio envolvendo o presidente do Banco do Brasil, em 2017, durante a gestão Michel Temer (MDB), após a instituição financeira se recusar a liberar o valor de R$ 600 milhões contratado pelo estado, apesar das taxas da transação já terem sido descontadas. Temer se tornou presidente após o impeachment de Dilma Roussef, presidente do PT a qual Rui Costa era aliado.
“Falando pouquinho do governo Temer, no governo Bolsonaro também foi muito difícil. Essa operação foi contratada (R$ 600 milhões), tinha limite, mas não conseguia. Fizemos tudo certo, o banco chegou a me cobrar as tarifas e, na hora de liberar o dinheiro, aconteceu que algumas forças ocultas seguraram… com risco até para os gestores pois isso é uma coisa muito séria. Entramos no judiciário e estávamos para fazer uma queixa ao BC, órgão que regula, mas depois da decisão do judiciário eles liberaram o recurso”, lembrou Vitório.
“Falei com o diretor do banco: ‘meu amigo, você está correndo esse risco’. No dia que liberou ele veio presencialmente, pediu para falar comigo sem ninguém da imprensa, estava muito nervoso… quem participa de uma operação dessa ele fica muito nervoso porque as consequências são pessoais… meio que ele veio pedir para aliviar, liberou o recurso e veio pedir para aliviar”, apontou o secretário de Fazenda.
“Mas nesse período todo ficamos à míngua. O que nos salvou foi a qualidade do gasto público, associada à melhoria de performance do fisco, por essas razões, fez com que a gente conseguisse conter o custeio e dentro da nossa própria arrecadação financiar os investimentos. Acho que a Bahia neste sentido é um exemplo”, arremantou Manoel.
O chefe da Fazenda do Estado lembrou que a Bahia tem conseguido ser um dos estados que mais investe no Brasil.
“O estado da Bahia hoje tem muita entrega para população, vai fazer quase 10 anos sendo o 2º estado que mais investe no país. Para se ter uma ideia, investimos mais ou menos 13% da nossa receita, enquanto São Paulo investe 6%. Temos conseguido avanço no custeio e na qualidade do gasto, entregando serviços para os baianos”, destacou Manoel Vitório.
“Em 2006, a Bahia precisaria de toda receita corrente liquida e ainda faltaria dinheiro para quitar dívida; hoje para quitar precisamos de menos 30% da receita”, concluiu o secretário da Fazenda.



