Um dos nomes de fora da ALBA na disputa pelo Tribunal de Contas dos Municípios, para vaga que será aberta em dezembro, o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) voltou a chancelar os deputados estaduais como responsáveis principais pela escolha do próximo conselheiro.
“O cronograma do Tribunal de Contas é um cronograma definido pela Assembleia Legislativa: presidente da Assembleia, deputados estaduais… que definem esse cronograma. Eu não conversei com ninguém que tenha o poder de decisão. A partir do presidente, a partir das lideranças, é que as conversas podem acontecer”, ponderou o parlamentar federal do PCdoB.
Daniel avalia que houve uma mudança na percepção do TCM para classe política: “O mundo político passou a perceber que o Tribunal de Contas não é uma aposentadoria, é um espaço institucional relevante na relação com prefeitos, na relação com o Estado, e todos nós devemos nos preocupar com boas práticas na gestão pública, na aplicação do dinheiro público”.
“É um espaço institucional relevante na relação com o prefeito, na relação com o Estado e todos nós devemos nos preocupar com boas práticas na gestão pública, boas práticas na aplicação do dinheiro público e os tribunais de contas cumprem esse papel”, arrematou Almeida.
Salvador
Questionado sobre o time envolvendo a decisão da candidatura da base do governador Jerônimo Rodrigues em Salvador, o comunista avaliou que o mês de dezembro não é bom para tratativas políticas, o que deve jogar uma eventual decisão para janeiro.
“A velocidade das tratativas não tem sido a que eu gostaria, a que o governador anunciou. Como estamos já nos aproximando ao mês de dezembro e o mês de dezembro não é um mês bom para fazer questionamentos políticos. É um momento assim de confraternização, de paz. A disputa por espaço na pré-candidatura em Salvador ainda merece uma lapidação, aparar certas arestas”, sinalizou o deputado federal.
“Então, a expectativa que eu tenho é de que esse tema possa ficar para o ano que vem. Eu gostaria que fosse agora em dezembro, mas não estou vendo sinal de que isso possa acontecer”, concluiu Daniel Almeida.
Desoneração
Ao tratar da desoneração, o político avalia que o presidente Lula “não recebeu às orientações mais corretas”
“A desoneração é fundamental para manter às atividades econômica dos 17 setores e os municípios necessitam ter o reconhecimento sobre a incapacidade de continuar contribuindo para previdência no patamar que está aí. Nas condições de hoje não tenho a menor dúvida que será derrubada. O governo está prometendo enviar uma alternativa e vamos esperar”, destacou Daniel Almeida.



