O deputado estadual líder do Governo Jerônimo Rodrigues na ALBA, Rosemberg Pinto (PT), apontou, ao justificar sua posição contra PEC da Recondução, que o debate é sobre os limites do poder.
“Eu ajudei a coordenar as duas campanhas de Adolfo [Menezes] e faria com muita tranquilidade mais quatro, cinco e mais 10, pela seriedade, generosidade e por todos os atributos que Adolfo têm. A questão é: queremos a alternância de poder? Ou deixamos que o poder se perpetue? Esse é o debate que está por trás. Não está aqui se é Adolfo ou não é Adolfo”, apontou Rosemberg em entrevista à Rádio Metropole.
“Se depender de mim, do ponto de vista pessoal, ele [Adolfo Menezes] seria reeleito 50 vezes seguidas. Qual é o problema? O problema não é gostar ou não gostar do presidente. O que está por trás é a alternância de poder”, arrematou o petista.
Rosemberg apontou também que não crê em cenário fácil para aprovação da PEC, que precisa de 39 votos.
“Essa PEC foi apresentada, na minha opinião, tem uma divergência com a Constituição Federal. Mas isso a Casa Legislativa vai apreciar. Não vejo nenhum problema em ser debatida na Casa. Mas como qualquer projeto passa por avaliação sobre a legalidade. […] Não é uma tarefa muito simples [aprovar]. Principalmente, se tiver caracterizado algum vício de constitucionalidade”, avaliou o petista.
“Não tem uma fala minha em que coloquei o meu nome para disputar a sucessão de Adolfo. A única fala que eu ouvi foi do senador Otto Alencar colocando seu posicionamento contrário a essa PEC e ele afirmando que defendia o nome da deputada Ivana Bastos. É natural pelo trabalho que alguns nomes apareçam, como o nome de Ivana, o meu nome e o nome de outros lá”, concluiu o líder do Governo na Casa.



