Edvaldo Brito critica “política infernal” de Bruno Reis para o Transporte Público de Salvador e diz que prefeito segue desobedecendo a lei do PDDU: “argumento dele é inexistente”

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O vereador Edvaldo Brito (PSD) classificou como “típico de uma administração autoritária” o aumento no valor do transporte público ocorrido em Salvador, sem debate e em meio à crise entre os donos das empresas de ônibus e os trabalhadores.

“É típico de uma administração autoritária. Antes do prefeito ACM Neto, a Câmara participava desse processo, desse procedimento de apurar qual era o valor justo para a tarifa. O prefeito avocou para ele, ele tem maioria na Câmara, a Câmara, portanto, não reagiu. Nós, que somos vereadores independentes, reagimos sim, mas não temos o número de votos capazes de derrubar essa política infernal”, criticou Edvaldo.

“A política foi feita inicialmente dando isenção de imposto às empresas de ônibus, sob a promessa mentirosa de que elas iriam colocar ar-condicionado dentro dos ônibus, que elas iriam recuperar os ônibus de uma situação miserável, como nós conhecemos. E o que está acontecendo? Não deixam de ter isenção de ISS e não botam os ônibus com o conforto prometido e continuam obtendo do governo municipal essas benesses”, apontou o parlamentar.

O edil aponta que o transporte público na cidade só não está em pior situação por causa do metrô.

“O próprio prefeito atual, quando começou o mandato dele, teve dificuldade porque um grupo de empresas que formava um certo segmento se afastou, deixando os trabalhadores em situação difícil, e esses trabalhadores em situação difícil tiveram que recorrer ao Ministério Público e a justiça do trabalho para que o prefeito pudesse se enquadrar. Portanto, é uma péssima política essa de transporte em Salvador e o povo deve se lembrar que não está pior por causa do metrô, que foi uma coragem minha, Edvaldo Brito, que exercia a prefeitura no momento, de passar o metrô calça curta de seis quilômetros para o Governo do Estado com a assinatura do governo, com o governador Jaques Wagner e com a prefeita de Lauro de Freitas Moema Gramacho. Se não, a situação ainda era pior hoje” apontou Edvaldo Brito.

PDDU

Ao tratar da ausência da previsão para revisão da planta genérica do PDDU, o parlamentar, que é advogado tributarista, classificou os argumentos do prefeito de não realizar a revisão nem neste ano e nem no próximo, pelo impacto que a mudança poderá ter para o mercado soteropolitano e por se tratar de um ano eleitoral, como “inexistentes”.

“Eu já disse, eu já disse a ele próprio, portanto, não é novidade. Ele está redundamente enganado. Primeiro, ele desobedece a lei, que a lei mandava que ele fizesse isso (revisão) no primeiro dia da nova legislatura ou no primeiro ano do mandato dele, ou quando entendesse necessário. Nas duas alternativas, ele não fez nenhum, nem outro”, aponta o político do PSD.

“E esse argumento dele é inexistente, porque em 1991, ele não tinha ainda nascido, eu admito, pelo menos para ter juízo na cidade, eu já tinha conseguido, em nome da OAB como advogado, derrubar o IPTU nessas condições em que ele colocou. E derrubou o IPTU e o Tribunal de Justiça, por unanimidade. Entendeu que teria que fazer o lançamento individualmente. Quer dizer, se Salvador tem 600 mil domicílios, dá para perguntar como é que faz isso individualmente? Edvaldo Brito foi vice-prefeito da cidade de Salvador, reuniu aqui luminares e conseguiu estabelecer o que se chama CICAD, que é um sistema cartográfico da cidade e que pode identificar cada imóvel na rua”, apontou o parlamentar.

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