“Respeito a oposição, eles podem utilizar os argumentos que acharem convenientes, mas peço que olhem o outro lado, olhem para a situação horrível dos ônibus metropolitanos que entram em Salvador, com ônibus deteriorados, com baratas, que nem sequer fazem a limpeza”, declarou o prefeito de Salvador, Bruno Reis, citando concessão do estado, ao rebater as críticas da Oposição após o aumento do transporte público ocorrido na última segunda-feira (13).
Bruno defendeu o subsídio que deve ser votado nesta terça-feira (14) na Câmara Municipal de Salvador. Ele destacou investimentos da prefeitura na mobilidade, a exemplo da instalação do BRT.
“Eu quero provocar a imprensa a fazer essa pesquisa. Ano passado foram R$ 846 milhões, só de passageiros não transportados R$ 416 milhões e o que Salvador está colocando de subsídio é muito abaixo do que coloca outras cidades como a nossa, vê o que está sendo feito em Belo Horizonte, em Fortaleza, em Porto Alegre, No rio de Janeiro, não vou nem citar São Paulo que esse ano essa conta vai chegar a R$ 7 bilhões, mas R$ 205 milhões para dois anos é o que a prefeitura pode colocar, é o máximo que podemos fazer, lembrando que tem um ano e meio sem reajuste, que vale por dois anos e é abaixo da inflação do período e que eu serei o único prefeito que em quatro anos de mandato concederá apenas três reajustes tarifários, lembrando que a diferença está sendo paga pela prefeitura para amenizar o impacto na vida das pessoas”, argumento o prefeito de Salvador em entrevista na manhã desta terça-feira (14).
“Mas, mesmo assim nós estamos conseguindo avançar. Salvador foi a única cidade que nesse período conseguiu renovar a frota com quase 350 ônibus, esses investimentos do subsídio tem como contrapartida a aquisição de mais 188 ônibus novos, sejam Euro6 convencional, articulado ou grandes para o BRT, além do pedido de financiamento que vai permitir a prefeitura colocar no sistema 375 novos ônibus, inclusive ônibus elétricos”, reforçou, complemetando que: “quando poderíamos imaginar que em meio a uma crise como essa seríamos a terceira maior frota do Brasil do BRT”, concluiu o político.



