Adolfo Menezes nega consulta ao STF sobre PEC da reeleição e abre o jogo após Otto Alencar citar ‘acordo’ de sucessão para Ivana Bastos

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O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Adolfo Menezes (PSD), declarou, em entrevista ao OFF News nesta segunda-feira (13), que não viu a declaração do presidente do PSD Bahia, o senador Otto Alencar, de que se houver acordo para sucessão na Casa, a candidata do partido seria Ivana Bastos.

Menezes aponta que a fala é normal em uma democracia.

“Olha, primeiro dizer que eu não tive conhecimento (da declaração), eu passei a manhã inteira em audiência com prefeitos, com governador, não li a imprensa hoje, estou sabendo agora de sua mão. Normal, nós estamos numa democracia, cada um tem o direito de opinar, de transmitir as suas ideias. A deputada Ivana, no meu partido, tem todo o direito, como todos os 63 deputados, tem todo o direito de pleitear tão horroroso o cargo”, apontou Menezes.

“É um direito de cada um, e eu digo, isso é uma coisa que está sendo muito prematuro, até porque o que está tramitando, que eu tomei conhecimento, eu repito, não autorizei, não pedi a ninguém que apresentasse, mas qualquer deputado é livre para fazer o projeto que ele acha mais conveniente, que ele acha melhor. Então soube que tem uma lista com quase 50 deputados, quando são necessários, apenas 21 para apresentar um projeto que, caso seja votado, que nem apresentado foi ainda lista, mas soube que tem rodando aí, a volta da reeleição que no passado acabou aqui na Assembleia”, concluiu o parlamentar do PSD.

Recondução

O presidente da Casa apontou mais uma vez que a aprovação da PEC que derruba o limite para recondução não significa que ele próprio será reconduzido.

“Eu gostaria de dizer mais uma vez, até porque diversas vezes eu já discursei. Nas minhas entrevistas e todas as vezes que eu tenho a oportunidade, eu digo, se dependesse de mim, o Congresso Nacional, que é quem cabe legislar, já tinha definido isso, seria uma eleição única, 5 em 5 anos, claro, para os cargos executivos, para dentro da República, governadores e prefeitos, e as assembleias de um cargo acabando com a reeleição ou dando direito a única reeleição, mas infelizmente, é o Congresso que nos legisla, por isso que dá direito a suscitar a volta da reeleição, um estado faz uma coisa, outro faz outra, a Câmara de Vereadores faz uma eleição hoje, já faz outra eleição ao mesmo tempo, para daqui a dois anos, Vereadores presidente de Câmara, 4, 5 vezes e a Justiça não faz absolutamente nada… então infelizmente é o Brasil”, desabafou Adolfo Menezes.

O político agradeceu o apoio dos deputados estaduais que estão atuando na coleta de assinatura para PEC. Ele explicou que não haverá consulta ao Supremo Tribunal Federal acerca da viabilidade da PEC.

“Então da minha parte queria dizer, primeiro que eu agradeço o apoio, caso haja essa apresentação, que eu tive conhecimento e não vi. É uma demonstração de apoio, de carinho, de uma primeira etapa, quer dizer, de uma tramitação, de uma PEC que vai para votação. Caso seja votado e volte à eleição, em fevereiro de 2025, a política muda muito, nós vamos analisar se eu serei candidato ou não.

“Não, não precisa, não tem nada a ver (consultar STF). Não tem nada, absolutamente, porque pode não servir para mim, mas vai servir para outro no futuro, entendeu? Então não precisa consultar o Supremo, uma coisa é aprovar aqui no estado da Bahia, aqui na Assembleia da Bahia, a PEC. Outra coisa é se houver dúvidas no Supremo. Está tão distante, por isso que eu digo. Uma coisa, uma coisa, outra coisa, outra coisa. O senhor avalia que essa movimentação é de quase 50 deputados, é uma forma de aprovação do seu comando”, destacou o político.

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