O ex-prefeito de Salvador e presidente da Fundação Índigo, ACM Neto, exaltou o seu correligionário, Léo Prates, homenageado com a medalha Thomé de Souza nesta quinta-feira (9).
“Cada dia sua agonia. Ano que vem vai ter eleição 2024, a sucessão [após mais um mandato de Bruno Reis] só em 2028, ninguém tem bola de cristal. Acho legítimo que Leo pense em ser prefeito, mas tudo na sua hora, não existe hoje acordo nenhum. A campanha da chapa de Bruno vai acontecer na hora certa e não acredito que esse assunto seja debatido antes de abril do próximo ano”, declarou Neto.
“Léo é um dos nomes mais fortes na política de Salvador, foi o deputado federal mais votado ano passado. A gente tem o privilégio de contar com os dois melhores quadros da política soteropolitana do nosso lado: Bruno e Leo. Léo já mostrou o trabalho dele e está bem preparado para qualquer cargo”. arrematou o ex-prefeito de Salvador.
O ex-prefeito de Salvador reinterou sua crítica ao aumento de ICMS feito pela gestão Jerônimo Rodrigues.
“O governador deve ter humildade pra ouvir, para reconhecer que existem problemas muito sérios no estado da Bahia. Nós não estamos aqui com o objetivo de apenas desgastar o governo. Quando eu faço uma critica, quando eu cobro alguma coisa, minha expectativa é que o governo possa melhorar, que o governador possa aperfeiçoar sua gestão. Até porque temos aí mais três anos com Jerônimo governando a Bahia”, apontou Neto.
Ao tratar da acusações de aliados de que estaria tecendo comentários com base no “revanchismo”, por ter perdido a eleição para o governo estadual para Jerônimo, Neto respondeu com ironia: “É uma coisa contraditória: se a oposição não fala nada, dizem que não existe oposição, se a oposição fala, como tenho feito, diz que ‘não desceu do palanque”.
Para o ex-mandatário, “é importante para a democracia que exista o contraditório”.
Ele rebateu a comparação do ICMS com os aumentos promovidos no IPTU em sua gestão.
“Fiz até uma crítica, é o segundo aumento de ICMS que o governo promove em menos de um ano de governo. O lamentável é que de um lado ele está aumentando imposto, ta tirando dinheiro do bolso do contribuinte, e do outro ele não corresponde, por que os resultados não melhoram. Bahia em primeiro lugar do país em número de homicídios, Bahia em último lugar no IIDEB [índice de Educação Básica]…”, criticou.
“Não vamos comparar como estava Salvador em 2013 para como está a Bahia agora. Na época estávamos fazendo ‘justiça fiscal’”, apontou ACM Neto.
O político lamentou que o aumento do ICMS tenha sido aprovado “de forma relâmpago” e que avaliou que “o dinheiro ta sendo mal empregado, sacrificando o bolso do trabalhador e gastando mal. A gente paga muito imposto e agora vai pagar mais ainda”.



