A Praça Municipal, no Centro Histórico de Salvador, foi o lugar escolhido por ativistas de diversos movimentos sociais e partidos políticos para a realização de um ato político em solidariedade ao povo palestino, na tarde de hoje, 11/10.
Entre as entidades que assinaram a convocatória do ato contava as centrais sindicais CSP-Conlutas, UGT e CTB; APLB – Sindicato; Coletivo Rebeldia; Movimento Mulheres em Luta (MML); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); e os partidos políticos PSTU, PCdoB e PCB.
“Construímos esse ato para prestar nossa solidariedade à histórica e heroica luta do povo palestino que 75 anos sofre com uma limpeza étnica na região. O que estamos assistindo em Gaza é um crime contra a humanidade. Estamos falando de uma área que vive há 17 anos em um cerco, com 2,3 milhões de palestinos sendo mortos ou pelas bombas ou por conta do bloqueio que foi feito por Israel”, diz a professora Milena Oliveira, do Movimento Mulheres em Luta (MML).
“Os palestinos não são terroristas. O mundo precisa entender que eles lutam por libertação e justiça. O mundo deve reconhecer que toda a Palestina vive um regime de apartheid, de segregação, com crimes contra humanidade. Essas questões precisam ser ditas. Além do bombardeio, após as ações do Hamas, Israel quer suspender a ajuda humanitária na Faixa de Gaza, sendo que 80% das pessoas de lá dependem disso. Isso não pode ser aceito”, completou a professora.
Apoio internacional
Protestos e atos de ruas estão ocorrendo pelo Brasil e diversas cidades do mundo em solidariedade ao povo palestino e cobrando o fim dos bombardeios de Israel na Faixa de Gaza e pelo envio de ajuda humanitária.
Entre as organizações que estão à frente desses protestos e mobilizações é a Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI). No ato em Salvador, foi distribuído um panfleto da LIT-QI, assinado junto com o PSTU, onde declaram “apoio incondicional à resistência heroica e histórica palestina” e chamam a realização de manifestações em todo mundo em solidariedade ao povo palestino.
Os organizadores do ato político informaram que outras mobilizações serão organizadas, em sintonia com o calendário nacional e internacional em apoio e solidariedade ao povo palestino. A data do próximo ato ainda não foi definida.



