Indicado de Leo Prates ao Ibama na Bahia citado na Faroeste não foi nomeado por causar desconforto em ministério, diz jornal

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Nomes indicados por deputados ao Ibama seguem em banho-maria em uma série de estados.

Em dois deles, os nomes apresentados pelos parlamentares causaram desconforto no entorno de Marina, registra a Folhe São Paulo.

Na Bahia, o deputado federal Leo Prates (PDT) indicou para o cargo o advogado Diego Freitas Ribeiro. Ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Ribeiro foi denunciado pelo MPF na operação Faroeste, que investiga venda de decisões da Justiça, segundo o jornal.

O comando do Ibama na Bahia foi oferecido ao deputado em meio a um acordo da bancada federal. Prates é aliado próximo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), adversário do PT no estado, mas tem votado com o governo Lula. A nomeação está travada há dois meses, relata a publicação.

Em documentos a que a Folha diz ter tido acesso, a defesa de Diego Ribeiro destaca que o inquérito não lhe imputa crime de corrupção, que ele não possui condenação criminal e que não houve apreciação da denúncia pelo Superior Tribunal de Justiça.

O Paraná é outro Estado onde a superintendência do Ibama não foi ocupada até agora. O deputado Zeca Dirceu, líder do PT na Câmara, indicou para chefiar o Ibama a dentista e advogada Andrea Godoy.

A escolha mobilizou o Ministério Público Federal, que argumenta que a indicada não tem experiência na área ambiental e que nomeá-la seria uma afronta os princípios da legalidade, impessoalidade e eficiência.

Ainda conforme a Procuradoria, Andrea Godoy é mãe de um advogado que já representou Rodrigo Cataratas, empresário suspeito de participar de um esquema milionário de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.

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