O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), apontou que não crê que o assassinato da quilombola e ex-secretária de Simões Filho, A ialorixá mãe Bernadete, tenha sido um crime comum.
“Muito sentido, nós não temos ainda a motivação pela qual a família perdeu dois entes, o filho dela há quatro anos atrás e agora ela mesma, restam agora um filho e três netos. E eu ontem à noite estava em São Paulo numa agenda do BID discutindo investimentos para a Bahia e, quando soube, de imediato liguei para os três secretários, liguei para o segurança pública e pedi rigor, pedi proteção à família de imediato e pedi que a gente possa acelerar para que olhe as câmaras, acompanhe o que aconteceu para a gente poder de imediato encontrar essa pessoa para entender, porque já são dois entes de uma mesma família”, pontuou o governador.
“E ao mesmo tempo eu também me preocupei em ligar para o governo federal, falei com Flávio Dino, o secretário Felipe (JDH) vem dialogando com o ministro Silvio Almeida. Trocamos informações com a Aniele, que trabalha com o tema da igualdade. […] além do Lula e da Janja, eu falei com a ministra Weber, que esteve com ela há 15 dias atrás no Quilombo. Então, isso não é um motivo da violência no sentido que nós tratamos no dia a dia. Tem alguma coisa por trás que nós queremos descobrir e nós vamos detectar”, concluiu o governador.
Especulações na região dão conta de que uma disputa territorial, ao qual o quilombo é alvo há anos, poderia estar por trás das execuções. O governador evitou endossar a tese, apontando que caberá ao aparato policiais e judicial descobrir os motivos do crime e se foi de mando. Mãe Bernadete, antes de morrer, havia denunciando para ministra do STF, Rosa Weber, ações criminosas para anexar territórios do quilombo por parte de “fazendeiros e pessoas da região”.
“Esses dois casos que aconteceram na mesma família, a gente quer saber se teve mandante e qual o interesse. São as questões do território, daquela área do quilombo, eu não sei; então, o outro caso não foi até hoje desvendado… Nós estamos em cima, a polícia nossa, a polícia civil está em cima. Então, a ordem minha é que a gente possa investir para que a gente resolva temas comuns”, ressaltou Jerônimo Rodrigues.



