“Lula passou 580 dias no xilindró; qual a diferença entre eu e o Lula?”, questiona Geddel Vieira Lima

Geddel

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima voltou a apontar que todas as acusações e ofensas dirigidas a ele por políticos são fruto de conveniências políticas e não por força de padrões éticos e morais que a classe goza.

Segundo ele, ética e moralmente não há ninguém na política brasileira que possa apontar o dedo contra ele ao tratar de sua condenação por lavagem de dinheiro no caso das malas com R$ 51 milhões encontradas em um apartamento em um bairro nobre, em Salvador. Geddel citou como exemplo o fato de, na última eleição, precisando do fundo e do tempo de TV do MDB, políticos do PT e do União Brasil foram até ele pedir apoio.

Em entrevista ao Podzé na última segunda-feira (10), Geddel voltou a comparar sua situação ao do presidente Lula, que também foi preso por suspeita de praticar crimes contra administração pública. Ao criticar o regime da inegibilidade e a decisão contra Jair Bolsonaro, Geddel apontou que Lula se reelegeu para o 3º mandato porque teve “estrutura” para conseguir sua elegibilidade de volta.

“Considero um erro brutal essa decisão do Bolsonaro (torná-lo inelegível). Eu não gosto do Bolsonaro, foi meu colega por 20 anos, tem uma posição política que é uma coisa ruim; mas sou daqueles que acham que a inelegibilidade não deveria ser uma pena; que bote na cadeia, que faça isso e aquilo, porque a inelegibilidade ela tira do eleitor a capacidade dele julgar. Cabe a você dizer: ‘Geddel é candidato, ele passou por isso, tem essa acusação’… Lula passou 580 dias no xilindró… às vezes as pessoas perguntavam assim… qual a diferença entre eu e o Lula? Passamos pelo mesmo hotel. Ele se elegeu porque teve a estrutura de conseguir a elegibilidade”, avaliou Geddel Viera Lima.

Apesar de ter citado Lula, que conseguiu eleição mesmo após cumprir pena, o político descartou um retorno ao mandato: “Meu tempo já passsou, sou madeira que já virou carvão”.

Questionado, o ex-ministro e ex-deputado federal revelou do que senta falta na política: “Do poder, nada, sabe o que sinto falta? É do palanque, da adrenalina, do povo me abrançando, porque naquilo eu estava passando minha verdade, me emocionando”.

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