O presidente estadual do Partido Verde, Ivanilson Gomes, endossou, em entrevista ao OFF News, o discurso do senador Jaques Wagner (PT) em entrevista à rádio Metrópole nesta segunda-feira (10), em que falou em atraso no grupo de Jerônimo Rodrigues para apresentar uma candidatura para prefeito de Salvador, e cobrou agilidade para escolha do nome para enfrentar Bruno Reis (UB).
“Eu acho que Jaques Wagner tá certíssimo, como já falei anteriormente, temos que decidir: ou a gente vai para uma disputa real e já escolhe uma candidatura dialogando com a cidade ou a gente quer apenas marcar posição, e aí pode aguardar o tempo for e ir para o limite do prazo eleitoral, sem pensar em uma disputa com força e sabendo que Bruno vai ganhar no 1º turno. Precisamos acelerar, sentar todo mundo, ver a candidatura única e eu defendo que ela saia da federação, mas se não sair, que seja construída por todos da base. Ninguém pode bater no peito e dizer o candidato meu é fulano e acabou”, avaliou Gomes.
“O governador tem que entrar circuito, chamar os partidos e estabelecer qual vai ser a dinâmica do trabalho, o nome vai surgir e mais rápido será para ele ser trabalhado. Vamos fazer uma disputa com um prefeito na cadeira, que é conhecido em Salvador, e ainda não temos um nome para botar na discussão… o senador está certíssimo, estamos atrasados em apresentar a Salvador um nome que representa o conjunto partido do governador Jerônimo para 2024”, concluiu o presidente do PV.
Ivanilson Gomes acredita que a eleição de 2024, não só em Salvador, deverá ser a tônica da próxima reunião do Conselho Político.
“Estive na governadoria e cobrei isso, que chamasse imediatamente o Conselho Político para discutir as estratégia não só de Salvador, como em diversos municípios e principalmente os maiores que em boa parte dele não tem um nome colocado; e lembrando que nos municípios maiores, na maioria, Neto ganhou em 2022. É preciso construir a unidade para fazer a disputa nas cidades grandes com a mesma celeridade que precisa decidir em Salvador. Cobrei que houvesse uma reunião para discutirmos isso, senão podemos ser surpreendidos”, apontou Gomes.
Federação
Ao tratar da decisão do diretório do Partido dos Trabalhadores de Salvador, de ter uma candidatura própria, o presidente do PV apontou que o martelo da Federação formada pelo PV-PCdoB-PT acerca de uma candidatura a prefeito e por qual partido só será batido após uma reunião do coletivo partidário.
“Essa decisão do PT gera ruído. Se somos uma federação, primeiro a federação tem que se reunir para tratar do assunto especifico e a partir daí sair da mesa com uma posição unificada de qual partido tem o melhor nome. Acredito que o melhor nome não é o melhor da pesquisa, precisa ter um perfil que conhece a cidade, que sabe as dificuldade de Salvador, que tem identidade com a capital e tudo isso tem que contar na eleição”, pontua Gomes.
“Nós, na eleição passada, apresentamos o nome Jerônimo que no momento não estava bem nas pesquisas, mas ele tinha identidade com a Bahia e por isso foi um nome que não foi difícil de ser trabalhado e rapidamente cresceu. Não dá para fabricar candidatura a essa altura do campeonato, precisamos de um nome que tenha um conjunto de valores e que possa ir para essa disputa. O nome hoje que lidera as pesquisas é o do prefeito porque não temos esse nome construído. A partir do momento que tivermos o nome, a gente entra rapidamente na disputa e esse nome passa a ter força para disputar como foi feito com o Jerônimo”, concluiu o presidente do PV Bahia.
O dirigente partidário defende que uma reunião da federação para decidir os rumos políticos também seja realizada nas próximas semanas.
“Bom deixar claro que a decisão final da candidatura interna sairá da federação. Penso que isso não deve passar da semana que vem. As coisas começaram a ganhar uma movimentação muito grande e essa fala senador Wagner, bastante responsável e madura, requer da federação celeridade para uma decisão. Se a Federação não consegue se entender, vai ser difícil convencer os outros partidos da base em prol de uma candidatura única”, concluiu Ivanilson Gomes.



