Geddel Vieira Lima cita resistência de ACM Neto ao nome de Bruno Reis “até o limite”: “tivemos que bancar; eu disse vai ser Bruno senão não participamos desse jogo”

Neto Bruno e Carreira

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O ex-deputado federal e e ex-ministro, Geddel Vieira Lima, citou uma forte resistência do então candidato à reeleição, ACM Neto, com relação ao nome do então deputado estadual Bruno Reis, em meio às articulações para eleição de 2016.

Geddel explica que ACM Neto defendeu até o limite o nome do seu então secretário da Casa Civil, Luiz Carreira e que o MDB e ele precisou tensionar até o limite para que o nome de Reis na sua vice fosse aceito. Especulações à época apontava que Neto temia um cavalo de pau do nome que faria ser seu sucessor anos depois.

“Ele (Bruno Reis) está prefeito porque o MDB fez ele prefeito; porque quando tava lá para escolha do vice, ACM Neto não queria Bruno Reis, ele não me desmente, não queria Bruno e fez de tudo para colocar no MDB Carrera, para que fosse candidato vice. Quando Fábio Mota se inviabilizou na época, meteu os pés pelas mãos, isso é história, não cabe contestação, nós dissemos: “O MDB não é partido de aluguel, não vem”. Eu tinha ido para ministério de Temer e Neto sabia que eu estava com uma posição de muita força naquele momento, e disse o candidato vai ser esse, o nome que tínhamos era de Bruno e até o limite ele não quis, até que eu disse: “vai ser Bruno senão não participamos desse jogo”; e bancamos Bruno e hoje ele é prefeito de Salvador, mas Neto não queria ele não”, reafirmou o ex-deputado federal ao PodZé.

O político do MDB afirmou que não guarda mágoa de ACM Neto, mas, em tom de ironia, disse que o ex-prefeito de Salvador não tem o hábito de cumprir compromissos.

“Minha divergência é política. Ele é uma figura centralizadora, que não dá espaço a aliados, que não sejam aquelas exclusivos da cozinha dele. Não tem o saudável hábito de cumprir os compromissos políticos”, criticou o ex-prefeito.

“Em 2018, ele criou dificuldade brutais para fazer a coligação com o MDB, o que nos custou uma cadeira na Câmara Federal…depois, na composição do governo dele, que nós ajudamos a constuir. Nós não tínhamos nenhum tipo de participação, de influência na gestão, o que é muito ruim na aliança política”, concluiu Geddel.

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