“Quero ajuda do agronegócio para garantir a paz no campo”, diz Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou, em entrevista ao OFF News, que solicitou o apoio do presidente Lula e que não medirá esforços para garantir a paz no campo através do diálogo com o agronegócio, movimentos em defesa da terra e da agricultura familiar.

Na última terça-feira (6), Jerônimo Rodrigues participou da abertura da Bahia Farm Show, feira internacional do agronegócio que acontece em Luís Eduardo Magalhães, região Oeste.

Questionado se a situação de crise no campo, que envolvia formação de organizações de fazendeiro para desocupar áres sob controle do MST e que serviu de mote para instalação da CPI do MST na Câmara dos Deputados, estaria pacificada, o chefe do executivo estadual destacou a interlocução com o agronegócio e prometeu acelerar o processo de regularização fundiária como ações em defesa da pacificação no campo.

“Não está pacificada porque inclusive tem a CPI do MST, que espero que possa ter um bom resultado pois já está funcionando, mas não pode ser um pavilhão de pólvora para que aconteça mais a falta de paz no campo. Ontem fui ao Oeste para me reunir com prefeitos, movimentos, agronegócio, e lá me reuni com a coordenação-geral do agro. Eu fui muito claro, não guardei minha palavra porque não posso tratar de um tema tão sério com subterfúgio, combinei com eles que quero ajuda do agro para garantir a paz no campo”, destacou Rodrigues.

“Combinei sem saber o discurso do Lula, o que ele disse é que não são coisas diferentes: o agronegócio tem um objetivo de produzir para exportação, em larga escala, a agricultura familiar e reforma agrária tem outro papel, na estrada não pode ter coisa que coloque um contra o outro. Nós, o governo estadual e federal vamos fazer de tudo para garantir o diálogo, respeitando os interesses, as ideologias de cada um. E vamos pedir ajuda a Lula para que pudesse também estimular a gente para sentar e conversar com os dois lados, não só o MST, o movimento da terra e do agro. Fiz questão receber a pauta e um dos pontos é a regularização fundiária, que as vezes fazem parte do problema”, concluiu o governador da Bahia.

O petista fez um balanço positivo da participação na feira do agronegócio: “A receptividade do agro foi muito boa, falamos que não temos só agro no Oeste, temos no Extremo Sul, Juazeiro, Chapada diamantina, e eu vou trabalhar muito para construir um ambiente de paz. Quando a gente se candidata, a gente dialoga com nosso grupo, mas quando se elege tem que trabalhar para todos; vou trabalhar para garantir a paz no campo”.

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