O governador Jerônimo Rodrigues (PT) declarou, entrevista para imprensa nesta sexta-feira (19), que a demora para nomeação do vereador Henrique Carballal (PDT) para o comando da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) decorre por força da Lei das Estatais que, em seu artigo 17, “veda a indicação, para o Conselho de Administração e diretoria das empresas públicas, de ministros, secretários estaduais ou municipais, de dirigente estatutário de partido político e de titular de mandato no Poder Legislativo de qualquer ente da federação, ainda que licenciados do cargo”.
“Estamos trabalhando para isso (nomeação de Carballlal), tá demorando porque ele tem mandato e tem uma lei que não permite quem tem mandado eletivo, vereador e prefeito, assumir isso aí; tou trabalhando para isso, quero Carballal perto de mim”, declarou Jerônimo ao deixar o evento em que fez anúncios para a Bahia ao lado da ministra da Saúde, Nísia Trindade, no Centro Administrativo (CAB).
Carballal tenta na justiça provar que a lei em questão não se aplica para empresas públicas que tiverem, em conjunto com suas respectivas subsidiárias, no exercício social anterior, receita operacional bruta inferior a R$ 90 milhões. A CBPM teve faturamento de R$85 milhões em 2022.
Havia expectativa de Carballal assumir a empresa em abril, quando indicou nomes para diretoria que foram aprovados. O pedetista ainda precisa ter seu nome aprovado pelo conselho da empresa. O político declarou para empresa que, para atender ao governador, ele estaria disposto a pedir renúncia do seu mandato.
Como mostrou o OFF News, o presidente da CBPM deve assumir o comando da Codeba ao deixar a pasta.



