O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), declarou, em entrevista à rádio Metrópole, que seria “uma traição” se o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), decidisse apoiar outro candidato na próxima eleição na Câmara.
Muniz declarou que apoiará Geraldo Júnior caso ele seja escolhido candidato do grupo de Jerônimo Rodrigues, mas não descarta apoiar Bruno Reis.
“Se Geraldo fosse pensar em apoiar outro candidato para presidente, ele estaria me traindo, porque tudo o que Geraldo me pediu durante esse tempo todo, nós acordamos e fizemos, nunca teve problema. E a mesma coisa vai continuar sendo”, declarou o presidente do Legislativo de Salvador.
Muniz apontou que ele é o “braço direito de Geraldo Júnior na Câmara”.
“Quando me disse que ia ser candidato a vice-governador, 15 dias antes da decisão ir para a imprensa, eu disse que para onde ele fosse, eu iria. Quando Geraldo me pediu para que apoiasse o filho dele, candidato a deputado estadual, meu candidato naquele momento era o vereador Maurício Trindade. Chamei Maurício Trindade lá em casa e disse: ”Não vou poder apoiar você, porque hoje eu recebi a missão de apoiar Matheus [filho de Geraldo Júnior]’. Quando Geraldo, um mês depois, me pediu para que eu apoiasse Valmir Assunção, eu apoiei Valmir Assunção. Então é uma história, não é da noite para o dia”, lembrou o Muniz.
“Em 2010, Geraldo suplente de vereador, nós tínhamos costurado um acordo para que Luizinho Sobral deixasse a Câmara para que Geraldo assumisse. Luizinho desistiu, disse que não faria mais. Quando terminei a reunião com [os deputados] Luizinho, Bacelar e outros vereadores, eu liguei para Geraldo, ele estava no Rio de Janeiro a serviço da Desenbahia, e falei: ‘Geraldo, você vai assumir como vereador, porque eu vou pedir licença por quatro meses para cuidar da minha vida pessoal para que você assuma. “Ele se emocionou no momento, disse que o que eu estava fazendo era algo que ele nunca esperava. A nossa amizade se fortaleceu ali. No fim, não precisei fazer isso, porque Luizinho renunciou ao cargo de deputado estadual quando Bacelar foi secretário de Educação, e Geraldo assumiu”, concluiu o político.



