O líder do PSD no Senador Federal, Otto Alencar, apontou, em entrevista ao OFF News nesta quinta-feira (20), que a divulgação do vídeo do ministro do GSI de Lula, Geraldo Dias, abrindo salas do Palácio do Planalto para manifestantes golpistas, não foi o mote para abertura da CPI do 8 de Janeiro.
Otto Alencar aponta que já havia acordo para instalação do colegiado na próxima semana e que os parlamentares de Oposição estão buscando construir uma narrativa para ligar os atos ao governo Lula, coisa que segundo ele não faz “sentido algum” já que todos sabem que por trás do atentado estão “Anderson torres, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Augusto Heleno e os caras que estão presos”.
“Quanto a CPI, bom deixar claro que a oposição está fazendo uma narrativa como se já não tivéssemos acertado a abertura dela. A abertura foi acertada na reunião de líderes da última terça-feira (18). Ficou acertado que o relatório vai ser lido na próxima quarta-feira (26), na reunião do Congresso, será o primeiro item da pauta. A oposição está fazendo zuada como se o governo estivesse bloqueando ela. Como disse, tivemos a reunião, o texto será o primeiro item lido e em seguida vamos votar. Depois votaremos os vetos que estão obstruindo a pauta. Ele vai ser lido quarta, não tem problema para instalação dela”, destacou Alencar.
O senador da República aponta que após a gravação, o general do GSI deverá ser o primeiro indivíduo a ser convocado pela CPI do 8 de Janeiro, para explicar os motivos de ter permitido o acesso dos golpistas aos setores internos do Palácio do Planalto.
“Quanto a essa questão do GSI, Geraldo dias vai ter que explicar isso, deve ser a primeira pessoa ser ouvida; vamos chamá-lo porque ao que parece, não estou acusando ninguém, uma complacência por parte dele, mas ele vai dizer depoimento porque agiu daquela forma. Agora o que está acontecendo é que a oposição está invertendo o papel, quem quebrou o Supremo, o Senado, a Câmara foram os aliados de Bolsonaro e agora vem com essa narrativa de que o governo Lula tinha conhecimento. O governo sabia da passeata e não que haveria quebra-quebra com a anuência do governador de Brasília, da PM de Brasília, que ficou claro que permitiram toda ação”, aponta o líder do PSD no Senado.
“Ação essa que ocorreu com a conspiração do ex-ministro Torres, que está preso por isso, e com a participação velada do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na verdade, a oposição tenta com isso criar dificuldades para andamento do governo, o que não vai prosperar, não vão conseguir”, conclui Otto Alencar.
Movimentação
Para o parlamentar baiano, uma eventual abertura da CPI não deverá ter reflexos no trabalho do governo e nem do Congresso Nacional. Ele acredita que o arcabouço fiscal deverá ser aprovado pelo Congresso e, logo em seguida, a Reforma Tributária.
“Não tem nada haver uma coisa com a outra. O arcabouço, eu não gosto de chamar por esse nome, acho o nome inadequado, chamo de a ‘regra fiscal’; o espírito da regra, toda lei tem espírito como diria Montesquieu em sua obra, busca ser uma legislação que não permita o gasto excessivo, além arrecadação, que limita, cria-se um gatilho, permite as condições do governo ter recursos para programa sociais, o Minha Casa Minha Vida, para infraestrutura com o PAC, ela será mais ou menos o que foi a PEC da Transição. A regra fiscal é isso, recursos para gastar sem comprometer as finanças, ter a capacidade de investimento sem permitir o aumento descontrolado da divida bruta do país. O Governo, os estados e os municípios podem utilizar 73% do PIB e essa regra é para permitir que essa fatia não ultrapasse o estabelecido em lei”, reforçou Otto Alencar.



