O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz, reforçou que só irá apoiar um candidato da base de Jerônimo Rodrigues (PT) se o candidato for Geraldo Júnior (MDB).
Ele ressaltou compromisso com nenhum outro nome que for escolhido.
“Geraldo não pode ser candidato dele mesmo… onde nós vimos no passado, cinco ou seis candidaturas para que o prefeito ganhe a eleição com 63% dos votos… então ou unifica para ter uma briga ou vai perder da mesma forma. Se unificar com outro nome, não tenho compromisso nenhum com outro candidato, tenho compromisso se a esquerda unificar em nome de Geraldo Júnior. [se comunicar] Ah, vamos vamos unificar em nome de Antônio Brito, não tenho nenhum compromisso… aí vou sentar com várias pessoas que serão candidatos e tomar uma decisão de quem vou apoiar. Mas se Geraldo Júnior for esse nome e conseguir unificar a base terá meu apoio incondicional”, destacou Muniz.
O vereador do PTB define Geraldo Júnior como o nome que “reúne as melhores condições”, mas reforçar se tratar de uma “opinião pessoal”.
“[…] Se não fizermos isso [unificação das candidaturas] não temos chance de disputar uma eleição. Se dividir Antônio Brito, Geraldo, Trindade, Bruno vai ter no mínimo 60%. Ouvi do governador que só será um candidato da esquerda, se tiver isso terá meu apoio, agora se Geraldo não ir não tenho compromisso nenhum. Não tenho porque nunca fiz acordo, Geraldo é uma questão de irmandade. Ele nunca disse que seria federal, quando comunicou disse que iria apoiá-lo, nunca disse que o filho seria estadual e eu apoiei. Os cinco bairros onde o filho dele teve mais votos foram área de atuação de Muniz. Não fico em casa. Fui para campanha, não precisou ele pedir. Já dei todas demonstrações do que fiz com ele ninguém fez”, concluiu o parlamentar.
Muniz não acredita que o PT iniciará um movimento para tirar Geraldo Júnior da disputa e avalia que se fosse vice-governador, teria assumido uma pasta para ter vitrine.
“O que o PT tem contra Geraldo? Geraldo mostou lealdade. O que fez na campanha foi elogiado nos quatro cantos do estado. Se fosse governador optaria em assumir uma secretaria. Geraldo me disse que foi opção dele. Acho que foi a escolha dele não assumir, se escolheu isso sabe o que está fazendo. Se eu fosse o vice-governador optaria em assumir. Nos últimos 20 anos todos os vices têm sido secretários, então acho que era não só uma forma de destaque, mas como de força”, concluiu o presidente da Câmara Municipal de Salvador.



