O Sindicato dos Bancários realiza, nesta terça-feira (14), um ato em frente à sede do Banco Central em Salvador, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), para reforçar o coro do governo do presidente Lula (PT) contra a política de juros alto mantida pela instituição financeira, que tem autonomia.
“A política monetária do Banco Central deve estar orientada para impulsionar o desenvolvimento e a geração de empregos. Com uma taxa básica de juros em 13,75% o país terá muitas dificuldades de retomar o crescimento econômico, aumentando a concentração de renda e penalizando o setor produtivo da sociedade”, declarou o presidente do sindicado, Augusto Vasconcelos.
“O Banco Central não pode ser subserviente aos interesses do mercado financeiro, enquanto a população passa forme e sofre com a falta de oportunidades de trabalho. Esse discurso da independência é uma grande farsa para manter intactas as premissas neoliberais que fazem bancos e fundos de investimento se enriquecerem, enquanto sofremos uma severa desindustrialização”, acrescentou o gestor que também é vereador de Salvador.
Augusto Vasconcelos lembrou que o atual presidente do Banco Central, o economista Roberto Campos Neto, foi indicado ao posto pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O dirigente tem mandato até 2024, e não pode ser demitido por força da lei da autonomia da instituição financeira, aprovada durante o governo Bolsonaro: “vale lembrar que Bolsonaro indicou a atual gestão do Banco Central, que vem promovendo uma sabotagem ao Brasil. Ou seja, mesmo derrotada nas urnas, as ideias atrasadas continuam mandando na economia. A classe trabalhadora está mobilizada para mudar isso”.



