Durante Discurso na tribuna da Assembleia Legislativa da Bahia durante sessão plenária desta terça-feira (14 ), o deputado estadual do PSOL, Hilton Coelho (PSOL), criticou a indicação de Aline Peixoto para o Tribunal de Contas dos Municípios.
“Nós estamos às vésperas, possivelmente, de ver um espetáculo de reprodução da velha política na Bahia. Não é possível que uma situação dessa, de fato, venha virar realidade, a sucessão do TCM baseado num jogo de pressões de interesses familiares. Não tem como deixar de dizer aqui nesta tribuna”, desabafou Coelho
“Os critérios para compor o TCM tem um nível de objetividade que não nos permite tergiversar em relação a quem deve ter esse perfil para ocupar a vaga. Infelizmente o que nós estamos percebendo é uma pressão do ex-governador, o atual ministro Rui Costa, que está pessoalmente imbuído da tarefa de impor que um familiar direto seu seja empossado como conselheira do TCM”, criticou o deputado do PSOL.
O avalia que a indicação da esposa do ministro Rui Costa é construída nos moldes do carlismo.
“Para nós, a Bahia não pode ser considerada um protetorado do senhor Rui Costa. Nós apoiamos a candidatura de Jerônimo, mas apoiamos a partir da ideia de que o conjunto de traços da política da Bahia precisam ser superados, e não retrocedermos à época de ACM o avô, que fazia isso em larga escala. isso é um acinte para a política da Bahia e especialmente em relação a essa Casa. Essa Casa não pode se dobrar. Essa vaga é fundamentalmente definida a partir das referências dos deputados e das deputadas que estão ocupando esses cargos aqui na Assembleia Legislativa. Como é que se pode baixar a cabeça dessa forma? […] para nós isso é uma vergonha, uma vergonha para a Bahia, para a institucionalidade e não pode se consolidar”, declarou Coelho.
“O nosso candidato era o deputado Fabrício Falcão, que infelizmente não chegou a escrever a sua candidatura, mas o nosso posicionamento é que essa vontade pessoal do ex-governador não pode prevalecer”, concluiu o parlamentar.



