Otto Alencar será o líder da maior bancada do Senado Federal

Mateus Pereira

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O senador baiano Otto Alencar será o líder do Partido Social Democrático no Senado Federal.

O político de segundo mandato vai liderar o partido que tem o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e mais 15 senadores, entre eles o também senador baiano Angelo Coronel, e que representa a maior bancada. A legenda, além de atrair Mara Gabrilli (SP) e Eliziane Gama (MA), terá a suplente Juçara Lima (PSD) assumindo a cadeira de Wellington Dias (PT-PI). O parlamentar se afastou do cargo para assumir o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil.

Em entrevista à rádio A Tarde nesta segunda-feira (30), o político criticou o governo Jair Bolsonaro (PL).

“Não é fácil reverter. O momento dele agora, em 2023, será mais difícil do que em 2003. Vai ter mais dificuldade porque tem algumas áreas que o ex-presidente Bolsonaro deixou em situação bastante adversa, saúde, educação, infraestrutura, e outras atividades, que deixaram muito a desejar no governo Bolsonaro”, explicou o político.

O senador afirmou que vai apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional para criar o Conselho de Segurança do DF: “Será deliberativo e liderado por um membro, indicado ou titular, do GSI [Gabinete de Segurança Institucional]. Este Conselho vai dar condição para que o governo federal tenha na Segurança do Distrito Federal representantes não só do poder Executivo, do Ministério Público, do Poder Judiciário, da OAB, e que possa ter reunião permanente em risco da democracia ou ameaça ao presidente da República”.

O político elogiou o atual presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), que vai disputar reeleição.

“Rodrigo Pacheco foi um presidente equilibrado. Ele pautou as matérias todas importantes, de interesse do povo brasileiro e também encaminhadas pelo presidente da República, como medidas provisórias, mas teve equilíbrio, bom senso, altivez e não se submeteu, como desejava o presidente, a tomar decisões que poderia estimular aquele estado de beligerância, que o presidente colocou, contra os poderes da República, sobretudo contra o Poder Judiciário”, concluiu Alencar.

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