O freio de arrumação do PP com políticos e gestores para preservar o partido e reafirmar aliança com ACM Neto

ACM Neto e João Leão

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Não dá para negar que o resultado das urnas teve efeitos adversos para candidatura de ACM Neto (UB).

Não foi apenas uma não confirmação da expectativa de vitória, se tratou de uma situação limítrofe para vitória do PT no 1º turno, cenário impensado nas pesquisas, pela coordenação da campanha e até para o próprio candidato.

O momento foi bem aproveitado pelo lado adversário.

Com o percentual debaixo do braço, o assédio dessa vez não foi apenas com convênios e promessas, mas com dados. Resultado disso são os anúncios e migrações que ocorreram publicamente e que estão sendo costurados neste exato momento. Como mostrou o OFF News, movido por uma proposta vantajosa diante de um cenário adverso, alguns quadros da sigla ensaiaram uma debanda.

Diante da ofensiva, a direção do PP agiu rápido para evitar à sangria.

Um reunião foi promovida com os políticos para tratar sobre o preço individual e para o partido de uma eventual debanda em uma eleição ainda em curso, e mais ainda, em sua fase inicial.

O secretário-geral do PP, Jabes Ribeiro, explicou ao OFF News que na reunião o partido deixou claro que não houve nenhum fato superveniente que possa justificar um retorno à base petista. O resultado adverso nas urnas é uma hipótese possível para qualquer candidatura.

“Tivemos uma reunião da executiva com vários parlamentares, com a grande maioria. Lá se definiu, 1º, com relação ao pleito nacional, decidimos liberar a bancada, como foi no 1º turno, quem quer votar em Lula ou em Bolsonaro que vote. 2º, sobre o 2º turno da eleição baiana; não houve nenhum fato, elemento, que pudesse nos levar a rever nossa posição. Diante disso, reiteramos o apoio em ACM Neto no 2º turno, considerando que não haveria nenhuma outra posição neste momento que pudesse alterar esse apoio. Bom lembrar que a opção por apoiar ACM Neto foi praticamente consensual no partido”, destacou Jabes Ribeiro.

O ex-prefeito e ex-deputado pontuou que foi colocado o custo que uma eventual migração poderá ter para o partido e para o próprio candidato, diante do cenário de que nada mudou com relação ao 1º turno.

“Conversamos e todos compreendem a necessidade de preservar a unidade interna e garantir a posição do partido. Não acredito em dissidência de um deputado eleito. Na vida, como na política, temos que ter cuidado com determinadas situações, para não sairmos fragilizados, para que nossa posição não soe oportunista. Algumas decisões devem ser pensadas, analisadas. Fizemos uma aliança mediante posição unânime, não surgiu, volto a dizer, um fato elementar capaz de mudar nossa posição. Se uma questão eleitoral for motivo para mudar de posição, aí fica difícil amigo, o partido perde a credibilidade e a capacidade de garantir os compromisso”, destacou Jabes Ribeiro.

Como mostrou o OFF News, ao menos três prefeitos do PP que estiveram com ACM Neto (UB) no 1º turno migraram para Jerônimo Rodrigues (PT): Djalma, Novo Horizonte, Milagres, Cezar de Aderio (PP). Há também um prefeito do PP que apoiou João Roma, Adriano, de Serrinha, que optou por caminhar com o PT no 2º turno.

 

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