O governo federal suspendeu há 3 anos repasses à Osid
No dia do aniversário da gestora das Obras Sociais de Irmã Dulce, Maria Rita Lopes Pontes, sobrinha da Santa Dulce dos Pobres, nesta segunda-feira (19), o senador Otto Alencar (PSD/BA) destacou a importância de ajudar a instituição, “um dos símbolos da Bahia e do Brasil”, para evitar que venha a suspender serviços de excelência que oferece à população mais carente, em diversas especialidades. O governo federal suspendeu, há três anos, repasses de verbas à Osid, que acumula um déficit de R$1,5 milhão.
Otto, que sempre colaborou com o Hospital Santo Antônio, e o governador Rui Costa, conseguiram transferir este ano recursos para amenizar o déficit, por meio de incentivo financeiro e verba própria do governo estadual. Ele, que trabalhou como médico colaborador da Osid de 1975 a 1986, criticou o presidente Bolsonaro por ter descumprido o compromisso feito este ano, em visita ao Hospital Santo Antônio, de regularizar os repasses de recursos da União.
Alma perversa
“Há três anos o governo federal não repassa verbas à instituição que salva vidas, mostrando a alma perversa que o presidente tem”, denunciou o senador, observando que o atendimento é 100% SUS. Ele se colocou à disposição para continuar ajudando a manter as Obras Sociais de Irmã Dulce, um compromisso que, na sua opinião, “deve estar acima de qualquer cunho partidário, ideológico ou doutrinário”.
Um dos maiores aprendizados que teve na vida, segundo Otto Alencar, foi ter convivido com Irmã Dulce, hoje a Santa Dulce dos Pobres. “Durante muitos anos, no Hospital Santo Antônio, atuei como médico colaborador em ortopedia e traumatologia. Depois disso ela também me mandava pacientes pra atender no Hospital das Clínicas. Foi quando tive o maior conhecimento sobre solidariedade, fraternidade e caridade”, relembrou Otto.
O senador, candidato à reeleição, classificou como absurdos os cortes de recursos pelo governo federal a uma instituição que, com seu corpo de colaboradores dedicados, “presta um serviço missionário de atender às pessoas que mais precisam”. Os cortes promovidos pelo governo no orçamento da saúde ameaçam o fechamento de unidades hospitalares essenciais para o atendimento da população que depende do SUS, na Bahia e em todo o Brasil.
“É de cortar o coração saber que o Hospital Santo Antônio e tantos outros podem ser fechados, porque a saúde pública no Brasil está relegada pelo governo federal, desde 2016. Só não ficou relegada na pandemia porque criamos a CPI da Covid, no Senado Federal, e exigimos garantir vacina no braço para os baianos e brasileiros”, ressaltou Otto.
O governo Bolsonaro não investiu recursos, também, para construção de unidades de saúde no estado. Só em 2022 os cortes da União no orçamento da saúde foram de mais de R$40 bilhões. “Exatamente em um momento que o SUS tem de lidar com uma demanda regular de doenças, demanda reprimida dos anos da pandemia e necessidades adicionais da Covid-19”, acrescentou.



